Empresas Escom cobrou comissão de 21 milhões nos submarinos

Escom cobrou comissão de 21 milhões nos submarinos

Uma factura de 21 milhões da Escom prova pedido de compensação de empresa do grupo Espírito Santo ao consórcio alemão escolhido para fornecer dois submarinos ao Estado português, escreve o "Correio da Manhã".
Negócios 21 de abril de 2010 às 09:18
Uma factura de 21 milhões da Escom prova pedido de compensação de empresa do grupo Espírito Santo ao consórcio alemão escolhido para fornecer dois submarinos ao Estado português.

A notícia é hoje capa do “Correio da Manhã” que refere a existência de documentos que comprovam que o intermediário da operação financeira terá cobrado uma comissão de 2,8%. O caso, que envolve a suspeita de pagamento de subornos, está a ser investigado pelos Ministérios Públicos português e alemão.

Os investigadores alemães estarão na pista de várias empresas do Grupo Espírito Santo, pelas quais terá passado o circuito financeiro de pagamento de “luvas”. É o caso da Escom UK, Lda, no Reino Unido, da Escom nas Ilhas Virgens (offshore), da Espírito Santo Resources, da Espírito Santo International Holdings, da Navivessel, da International Defence Finance e da Oilmax.

A Escom foi fundada em 1993 pelo grupo Espírito Santo e por Helder Bataglia e começou a sua actividade ligada ao “trading,” com o objectivo de “dar continuidade histórica aos projectos do grupo Espírito Santo em África”.

O negócio da compra de dois submarinos, por 800 milhões de euros, remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa. Está sob investigação na Alemanha e em Portugal, onde foi aberto um processo em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros).




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