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Espanhóis posicionam-se para vencer travessia do Tejo

A surpresa estava reservada para a abertura das propostas para o segundo troço da Alta Velocidade, entre Lisboa e o Poceirão. O consórcio liderado pela espanhola FCC apresentou um preço de construção cerca de 300 milhões mais barato do que a melhor proposta da Mota-Engil, que ficou em segundo lugar no "ranking" das propostas mais baratas.

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 02 de Setembro de 2009 às 00:01
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A surpresa estava reservada para a abertura das propostas para o segundo troço da Alta Velocidade, entre Lisboa e o Poceirão. O consórcio liderado pela espanhola FCC apresentou um preço de construção cerca de 300 milhões mais barato do que a melhor proposta da Mota-Engil, que ficou em segundo lugar no "ranking" das propostas mais baratas. Este troço inclui a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e Barreiro, e tem uma extensão total de 34 quilómetros e faz parte do eixo Lisboa-Madrid.


Depois de muita indefinição e dúvidas sobre o interesse de consórcios estrangeiros, o agrupamento da FCC, Ramalho Rosa Cobetar, Impregilo, Conduril, Cimolai e EHST - European High - Speed Trains apresentou uma proposta de 1,870 mil milhões de euros.

A Mota candidatou dois valores: uma proposta base, orçada em 2,198 mil milhões de euros e uma variante de 2,166 mil milhões de euros. A proposta mais cara para o Estado foi a do consórcio liderado pela Brisa/Soares da Costa, com um total de 2,310 mil milhões de euros de proposta.


A FCC, que no primeiro concurso, para o troço Poceirão-Caia estava em consórcio com a Eiffage, parece ter apostado muito neste concurso, talvez para compensar a falta de obras em Espanha que têm levado as construtoras do país vizinho a baixar os preços para ganhar concursos públicos. Além do custo de construção mais baixo, o agrupamento apresentou também o valor mais vantajoso para o Estado para manutenção: 10,7 milhões de média anual, calculada a preços de 2009.


A Mota apresentou na sua proposta base uma manutenção avaliada em 12,2 milhões e na variante, que passa por uma desenho ligeiramente diferente da terceira travessia do Tejo, 11,1 milhões de euros. Já o da Brisa/Soares da Costa apresentou um custo médio de manutenção anual de 12,4 milhões de euros.


Carlos Fernandes, administrador da RAVE, empresa que está a coordenar o processo, adiantou que este concurso deverá estar decidido no segundo trimestre de 2010 e o contrato assinado no terceiro trimestre. Recorde-se que o PSD já disse que ia congelar todos os concursos se for eleito nas próximas eleições do dia 27 de Setembro.


O responsável da RAVE explicou que os aspectos financeiros pesam 50% no concurso, sendo que o mais importante é o VAL (Valor Actualizado Líquido), ou seja, o custo total para o Estado ao longo dos 40 anos de concessão.


A linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid tem como objectivo ligar as duas cidades em 2 horas e 45 minutos. Do lado espanhol, a construção já começou para ligar à parte portuguesa, em Caia, onde vai haver uma estação transfronteiriça. Os calendários definidos nas cimeiras entre os dois países estabelecem 2013 como ano de inauguração da linha.

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