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Especulação sobre divergências entre PT e Telefónica na Vivo

As declarações de António Viana-Baptista de que a Telefónica Móviles planeia trocar gradualmente todas as marcas das operadoras na América Latina, incluindo a Vivo, estão a dar voz a rumores no mercado de que a parceira espanhola “está a planear ou, event

Bárbara Leite 12 de Novembro de 2004 às 08:21
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As declarações de António Viana-Baptista de que a Telefónica Móviles planeia trocar gradualmente todas as marcas das operadoras na América Latina, incluindo a Vivo, estão a dar voz a rumores no mercado de que a parceira espanhola "está a planear ou, eventualmente, já está a negociar a compra da participação da Portugal Telecom na Vivo", realçou Roger Oey, analista brasileiro do Banif Investment Banking.

Este analista conversou, posteriormente, com a Vivo que nega a informação de que a "holding" de operadoras de telemóvel mudará de marca.

No entanto, se se viesse a confirmar a informação, o Banif acredita "que isto é potencialmente negativo para as empresas no Brasil, pois a marca Vivo é ‘top of mind’ no sector e as empresas gastaram milhões de dólares para, recentemente, firmá-la no mercado nacional".

"Não acreditamos que a notícia terá impacto significativo sobre o preço das acções no curto prazo". Para o Banif, a Telefónica deverá esclarecer a situação, como aconteceu, enfatizando que houve um mal-entendido, mas a notícia "confirma a sensação de que a harmonia entre os sócios (Portugal Telecom e Telefónica) não é perfeita, como em qualquer casamento".

Estas declarações só vêm fomentar as expectativas dos analistas em relação à parceria ibérica no Brasil na telefonia móvel. Num estudo publicado na segunda-feira pela Merrill Lynch, antes do anúncio dos resultados da Telefónica Móviles e destas declarações de Viana Baptista, já o analista esperava que, num cenário mais agressivo da concorrência no Brasil, "a PT possa vender a sua posição (na Vivo)".

No entanto, os analistas não acreditam que a Portugal Telecom esteja vendedora, posição já assumida por Francisco Padinha, presidente executivo da Vivo escolhido pelo PT.

A operadora portuguesa tem uma opção de venda, à Telefónica, da sua posição de 50% na Vivo que pode exercida até Dezembro de 2007, lembrou a Merrill Lynch.

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