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Esquerda rejeita auditoria pedida pelo PSD à CGD

O PSD queria uma auditoria "independente" à Caixa Geral de Depósitos. O CDS apoiou mas toda a esquerda votou contra essa intenção.

Bruno Simão
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Julho de 2016 às 11:42
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Foi rejeitada no Parlamento uma das auditorias à Caixa Geral de Depósitos que estava em cima da mesa. O Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português não aceitaram a intenção do Partido Social Democrata de realizar uma auditoria "externa e independente" ao banco público. 

Na reunião desta sexta-feira, 15 de Julho, o PS justificou que tanto o Governo como o Bloco de Esquerda têm já propostas de auditorias ao banco público e que, nesse sentido, "são instrumentos bastantes", segundo João Paulo Correia, para que se consiga perceber a situação da instituição financeira.

 

Já o Bloco de Esquerda, por Moisés Ferreira, defendeu que não faz sentido avançar com a auditoria porque isso iria "esvaziar" o objecto da comissão de inquérito. É por esse motivo que o BE tem um pedido de auditoria forense às operações de crédito da Caixa Geral mas para ser discutida fora do inquérito e sim na comissão de Orçamento e Finanças – a votação desse instrumento será na próxima quarta-feira, dia 20.

 

"Para o PCP, a questão é formal e política", indicou o comunista Miguel Tiago, acrescentando ter dúvidas sobre a constitucionalidade de ordens a uma entidade autónoma para realizar auditorias.

 

Para Hugo Soares, o social-democrata que coordena o grupo na comissão de inquérito à Caixa, a auditoria pedida pelo PSD seria "externa e independente" e não feita a pedido do banco público, como pretende o Governo. "O PS advogava que a auditoria seja uma auditoria caseirinha".

 

João Almeida, por sua vez, mantém a posição do CDS: "Tudo aquilo que sirva para apurar o que se passou na CGD é muito bem-vindo. É muito útil e beneficia o trabalho de escrutínio que devemos fazer".

 

Os argumentos da direita não foram suficientes para que a esquerda pudesse aprovar a auditoria. 

Este pedido não é novo. O PSD já o tinha feito ainda antes da comissão de inquérito, só que a esquerda chumbou-a por inconstitucionalidade pela violação da separação de poderes que aconteceria. Só que o PSD quis retomar o instrumento para a comissão de inquérito, já que esta tem poderes parajudiciais e essa violação poderia não ocorrer. Sem sucesso. 


(Notícia actualizada às 12:17 com mais informação)

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