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Estado francês contesta remuneração de Carlos Tavares na PSA

O português Carlos Tavares, líder do grupo PSA Peugeot Citroen, viu o seu salário duplicar entre 2014 e 2015. Agora, os dois representantes do Estado francês no conselho de administração do grupo votaram contra a sua remuneração.

Reuters
André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 28 de Março de 2016 às 17:23
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Carlos Tavares quase duplicou o seu salário entre 2014 e 2015. O CEO do construtor automóvel PSA recebia 2,75 milhões de euros por ano e auferiu, em 2015, 5,24 milhões de euros. Os representantes estatais na administração do grupo francês votaram contra o salário do português, avança esta segunda-feira, 28 de Março, o jornal Les Échos.

 

Segundo informações do jornal francês, os dois representantes do Estado francês, um dos maiores accionistas da fabricante automóvel, votaram contra a remuneração do CEO, o português Carlos Tavares.

 

Também esta segunda-feira, a AFP já tinha noticiado que a confederação de sindicatos franceses CFDT se tinha mostrado contra o vencimento de Carlos Tavares. Laurent Berger, secretário-geral da confederação, disse que a remuneração do líder da PSA Peugeot Citroen "não é legítima", acrescentando que foram os funcionários que mais contribuíram para a recuperação do grupo. "Este tipo de salários faz muito mal à coesão social", acrescentou Laurent Berger.

 

A companhia registou lucros acima dos mil milhões de euros em 2015 e anunciou o fim do plano de reestruturação e o regresso aos dividendos seis anos depois. Desde 2010 que a empresa não pagava dividendos.

 

A Peugeot Citroen registou um resultado operacional de 2,73 mil milhões de euros em 2015, face aos 797 milhões de euros de 2014. Já os lucros do grupo subiram para os 1.200 millhões de euros, depois de terem registado um prejuízo de 555 milhões em 2014.

 

Carlos Tavares agarrou o leme da companhia em 2014 depois de o Estado francês e de a chinesa Dongfeng terem adquirido cada um 14% da empresa.

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