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Estado holandês vende carteira de hipotecas do ING

O Governo dos Países Baixos anunciou a venda de uma parte da carteira de hipotecas residenciais envolvida num contrato de troca celebrado entre o Estado e o maior banco holandês, em 2009.

Bloomberg
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 16:43
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O Estado holandês anunciou a venda de uma carteira crédito hipotecário concedido nos Estados Unidos da América no valor nominal de 2,5 mil milhões de dólares (1,84 mil milhões de euros). Os activos em causa são carteiras de hipotecas cuja qualidade de crédito, embora não sendo especulativa, tem uma qualidade de investimento fragilizada.

 

A venda enquadra-se no acordo de redução do programa de apoio a que o banco acedeu em 2009, no pico da crise do subprime, que estalou precisamente no mercado hipotecário dos Estados Unidos. No comunicado, o Estado holandês justifica a venda com a melhoria do imobiliário norte-americano e um maior interesse por parte dos investidores neste tipo de activos.

 

“Apesar de a Agência Holandesa do Tesouro Estatal que será capaz de vender estes activos num período de 12 meses, não existe um prazo fixo para completar a venda desta carteira”, refere o Governo em comunicado.

 

A Holanda adquiriu exposição a estes activos depois da crise do crédito hipotecário nos Estados Unidos, em 2009, ao celebrar um contrato de troca (“swap”) com o ING, de forma a reduzir a exposição do maior banco da Holanda à crise do “subprime”.

 

O banco detinha activos hipotecários cuja qualidade de crédito está acima  do nível especulativo denominado “subprime”, mas em que alguns dos critérios de qualidade de crédito têm falhas. No entanto, a crise que levou ao colapso do Lehman Brothers levou os mercados financeiros a minimizarem a exposição ao imobiliário, tornando a exposição a este tipo de activos tóxica para as instituições.

 

Em vez de intervir sobre o banco para reforçar a sua solidez financeira e promover o seu acesso aos mercados, o Estado holandês preferiu realizar um “swap” com o ING, em que trocou os activos menos líquidos do banco por obrigações do Tesouro. O programa denominado Facilidade de Apoio a Activos Ilíquidos (IAFB) reduziu a exposição do banco e aumentou a sua exposição à dívida soberana holandesa.

 

A venda dos activos incluídos no IAFB foi decidida no início de Novembro e a primeira operação ocorreu a 17 de Dezembro. Em resultado da venda, o Estado deixará de poder nomear dois membros para o conselho de supervisão do ING. Esta segunda-feira, o Estado e o banco anunciaram que irão receber propostas por parte dos activos envolvidos no contrato de troca.

 

A agência que gere o Tesouro holandês vai ser responsável pela operação e o BlackRock será o principal intermediário.

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