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"Estado vai tomar posição na Assembleia Geral da PT"

O ministro das Obras Públicas e Comunicações garante que o Estado "vai votar" na Assembleia Geral da Portugal Telecom. Mário Lino desmente o rumor de que o Estado poderia não participar na AG, ou não votar: "É falso".

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2007 às 18:00
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Mário Lino não esclarece, no entanto, nem mais uma vírgula sobre o sentido de voto: "O boletim de voto tem três opções: sim, não ou abstenção. Colocaremos uma cruz numa dessas três opções", responde.

Nos últimos dias, circulou um rumor sobre a posição do Estado, que poderia não estar na Assembleia ou não votar, de forma a manter-se neutro na operação.

O ministro que tutela a PT (e que já afirmou há alguns meses que "desde o princípio da OPA que o Governo sabe como vai votar na Assembleia Geral") mantém assim a postura assumida até aqui, de não inteferir na operação nem sinalizar a intenção até à AG.

O Estado detém 500 acções douradas ("golden share"), que bastam para chumbar a proposta de desblindagem de estatutos, sem a qual a OPA soçobra. O Jornal de Negócios já noticiou que o Governo não activará esta "bomba atómica", o que de qualquer forma nunca foi oficialmente confirmado.

Mas o Estado detém também uma posição directa, em acções ordinárias, acima de 1,8% do capital da PT, a que acresce uma participação da estatal CGD de 5,11%. Se estes quase 7% votarem contra a "desblindagem" de estatutos, juntando-se nisso ao BES, OnGoing e Fundação Berardo (que já declararam que votarão contra essa proposta), a minoria de bloqueio pode estar garantida, dependendo do "quorum" da reunião.

Hoje, os fundos Paulson (que detém 2,34% da PT) e Brandes Investment Partners (que controla 7,36% da operadora) declararam que não venderão as suas acções à Sonaecom. Mas não se pronunciaram quanto ao sentido de voto sobre a "desblindagem" de estatutos.

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