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Estivadores e operadores com "boas condições" para chegarem a acordo de serviços mínimos para a greve

Os representantes dos trabalhadores dos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro e das administrações portuárias estão "em boas condições" de chegar a um acordo de serviços mínimos alargados para as greves, disse à Lusa o representante dos operadores.

Lusa 26 de Outubro de 2012 às 21:05
"Existem muito boas condições para chegar a um acordo de serviços mínimos alargados", numa reunião que decorre hoje em Lisboa, disse à Lusa Hermano Sousa, que representa os operadores.

O responsável adiantou, no entanto, que a reunião que decorre desde esta manhã na Direcção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) ainda não terminou.

Os serviços mínimos estavam até agora fixados por um acordo de 2004 contra o qual se manifestaram os operadores, alegando que a importância da utilização dos portos - sobretudo para o sector exportador - alterou-se desde essa altura, conforme explicou na segunda-feira o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Contudo, a necessidade de fixar novos serviços mínimos não é pacífica e os estivadores acusam os operadores de considerarem serviços mínimos "tudo o que se faz no porto".

"Já não se trata só de bens essenciais. O que se pretende é muito mais além, já das exportações, cimentos, pasta de papel. São estes produtos perecíveis, essenciais às populações e ao bem da sociedade enquanto tenham de ser movimentados sem interrupção?", questionou na quarta-feira o presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, Vítor Dias.

O sindicalista reconheceu, no entanto, que se não fosse possível chegar a um acordo esta sexta-feira, logo na segunda-feira ia chegar um despacho da tutela e do ministério, admitindo que a possibilidade de requisição civil para os portos nacionais poderá ser um dos cenários.

A revisão do regime jurídico do trabalho portuário, aprovada no início de Setembro, fez subir de tom dos protestos dos estivadores, sucedendo-se desde então as greves, existindo neste momento pré-aviso de greve parcial até 7 de Novembro.
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