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Estudo da Anacom revela que oferta máxima de 2 Mbps não é concretizada

A Anacom concluiu, após um estudo sobre 90% da oferta de Internet a consumidores residenciais existente em Portugal, que nenhum dos ISP atinge o limite máximo de velocidade de tráfego de 2 Mbps que consta dos contratos de fornecimento. E recomenda que par

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 15:06
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A Anacom concluiu, após um estudo sobre 90% da oferta de Internet a consumidores residenciais existente em Portugal, que nenhum dos ISP atinge o limite máximo de velocidade de tráfego de 2 Mbps que consta dos contratos de fornecimento. E recomenda que para alvos internacionais, face às dificuldades encontradas, sejam realizados maiores investimentos pelos operadores.

A "avaliação do serviço de acesso à Internet", hoje apresentada publicamente, demonstra que, no caso da velocidade média de "download", na avaliação para ISP (Internet Service Provider) nacionais, "o operador que obteve a velocidade média mais elevada foi a TV Cabo", com 1,668 Megabytes por segundo (Mbps), para uma oferta contratada de 2Mbps. A uma velocidade contratada de 512 kilobits por segundo, a "velocidade média mais elevada foi de 477 kbps", concretizada pela Cabovisão.

Nos desempenhos de "downloads" a partir de alvos internacionais , a média contratada mais elevado foi obtida pela Telepac/Sapo, com 995kbps, e, no grupo de ISP com velocidade contratada mais baixa (512 kbps), a Cabovisão foi a que atingiu, em média, maiores níveis, de 431 kbps.

No que toca ao "upload" (envio de ficheiros para "data centers" dos operadores), para uma oferta de velocidade de 128 kbps, foi a TV Cabo que registou as velocidade médias mais elevadas, de 134 para o seu "data center" e de 129 kbps para congéneres internacionais, tendo inclusive, neste caso, ultrapassado a velocidade contratada. A Anacom acrescenta que "os restantes operadores não ultrapassam as velocidade contratadas, mas ficam bastante próximos".

Já no caso da oferta de 256 kbps de "upload", apenas contratada pela Clixgest/Novis de entre os alvos do estudo, as velocidades médias atingidas, para o próprio "data center" e para alvos internacionais, foram "próximas dos 200 kbps".

Em conferência de imprensa, quer Teresa Maury, administradora da Anacom, como António Vassalo, director de fiscalização do organismo regulador do mercado de telecomunicações, defenderam que não se pode qualificar de "publicidade enganosa" a oferta de 2 Mbps apresentada pelos ISP quando nenhum deles atingiu mais de 1,700 Mbps. Ainda assim, defendeu Teresa Maury, "é normal para o comum dos utilizadores que não seja explícito" que a fasquia de 2.048 kbps é a "velocidade máxima oferecida", como aliás consta dos contratos em letras mais ou menos pequenas no acordo entre clientes e fornecedor de acesso à Internet.

António Vassalo, que hoje apresentou o estudo em conferência de imprensa, defendeu ainda que "deveria ser melhorado o investimento ao nível de circuitos internacionais".

Em geral "há muito trabalho a fazer", reconheceu o mesmo responsável, mas nem todo cabe aos ISP, já que em muitos casos, a dificuldade em aceder a uma página de Internet prende-se com dificuldades que são "responsabilidade dos servidores" ou "da forma como os ‘sites’ estão estruturados". Para ilustrar, foi recordada a dificuldade em aceder à página da Comissão Nacional de Eleições nas últimas eleições autárquicas, por problemas surgidos no site, a que qualquer ISP era alheio.

O estudo "avaliação do serviço de acesso à Internet", foi realizado entre Junho e Julho passados, para o acesso em banda estreita, e entre Setembro e Outubro seguintes para a banda larga. A análise, realizada em parceria com a Marktest e a Convex, estudou as ofertas da Telepac/Sapo, Clixgest/Novis, Onitelecom e Media Capital /IOL para a banda estreita. No caso da banda larga a avaliação estendeu-se à oferta da TV Cabo e da Cabovisão.

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