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Estudo sugere que presidentes executivos atraentes dão maior retorno aos accionistas

A aparência dos presidentes executivos das empresas será relevante para o retorno accionista. Quanto mais atraentes forem maior remuneração auferem, maior poder negocial têm e, consequentemente, maior retorno conseguem. Estas são as conclusões de um estudo.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 17:33
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O estudo, elaborado por Joseph Taylor Halford e por Scott H. C. Hsu, ambos da Universidade de Wisconsin, nos EUA, tinha como objectivo analisar se a aparência dos presidentes executivos tem algum efeito no retorno dos accionistas. E a conclusão é de que tem.

 

“Os CEO com um índice de atractividade facial mais elevado estão associados a melhores retornos das acções nos primeiros dias de trabalho e a maiores retornos depois de anúncios de aquisições”, revela o estudo “Beleza é riqueza: Aparência dos CEO e o valor accionista”.

 

“Para mitigar algumas preocupações, comparámos o retorno das acções com eventos” noticiosos televisivos e o aparecimento dos CEO em televisão com notícias publicadas na imprensa escrita. E a conclusão do estudo é a de que há um efeito positivo nas acções quando há aparições televisivas, ao contrário do que acontece com as notícias na imprensa escrita.

 

“As descobertas sugerem que a aparência dos CEO importa para o valor accionista e fornece uma explicação sobre a razão dos presidentes executivos mais atraentes receberem” uma remuneração mais alta. Esta foi outra das conclusões: “os CEO mais atraentes recebem uma remuneração total mais elevada”.

 

Mas as “mais-valias” associadas à imagem dos CEO não acaba na subida das acções. “Há provas que sugerem que as pessoas mais atraentes fisicamente são melhores negociadores” e conseguem melhores resultados nas negociações.

 

“As nossas descobertas sugerem que os CEO mais atraentes recebem maiores remunerações por uma razão: criam valor para os accionistas através de maior poder de negociação e visibilidade”, adianta o estudo datado de 20 de Novembro de 2013 e que nos últimos dias tem sido replicado por alguns órgãos de informação internacionais.

 

O estudo teve por base 361 empresas e 677 presidentes executivos de companhias que estão cotadas no S&P500, tendo por referência a geometria facial dos responsáveis, entre 2000 e 2012.

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