Banca & Finanças Ex-director do BES admite que Angola fez "soar as campainhas" em 2009

Ex-director do BES admite que Angola fez "soar as campainhas" em 2009

O ex-director do Banco Espírito Santo (BES) Carlos Calvário reconheceu esta terça-feira, no Parlamento, que em 2009 a exposição do banco ao BES Angola (BESA) fez "soar as campainhas".
Ex-director do BES admite que Angola fez "soar as campainhas" em 2009
Bruno Simão/Negócios
Lusa 17 de fevereiro de 2015 às 17:14

A "exposição ao risco soberano da República de Angola apareceu de repente", frisou o responsável, ouvido na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES).

 

A questão em torno do crédito ao BES ao BESA é um dos temas fulcrais ao longo dos trabalhos da comissão, já que a perda de largos montantes de capital, em local indefinido, contribuiu decisivamente para os problemas no GES e no BES.

 

Carlos Calvário está a ser ouvido na comissão de inquérito desde cerca das 15:00 e apresentou na sua intervenção inicial um resumo do seu trajecto profissional desde que ingresso no BES até aos dias de hoje. Actualmente, está no Novo Banco e é director coordenador do Departamento Técnico de Imobiliário.

 

A comissão de inquérito teve a primeira audição a 17 de Novembro passado e tinha inicialmente um prazo total de 120 dias, que expirou a 19 de Fevereiro. Os trabalhos foram entretanto prolongados por mais 60 dias, aprovaram os partidos por unanimidade.

 

Os trabalhos dos parlamentares têm por objectivo "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".




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