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Ex-funcionário processa Deutsche Bank por despedimento injusto

Benjamin Solomon, ex-supervisor e corretor do Deutsche Bank, acusa o banco de o ter despedido com base em justificações frívolas e injustas, num contexto em que a indústria se foca na responsabilização de supervisores.

Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 09:53
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Solomon entrou no Deutsche Bank em Março de 2011, um vínculo que foi desfeito em Agosto, de acordo com o processo apresentado no Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque. O corretor, que exige mais de 10 milhões de dólares em compensações, garantiu que nunca teve qualquer conduta que justificasse o fim do seu contrato e avançou com um processo contra o banco, noticia a Bloomberg esta quinta-feira, 23 de Setembro.

"As provas irão mostrar que foi um despedimento frívolo e injusto, que não esteve relacionado com a sua conduta, mas sim com o Deutsche Bank procurar desviar as atenções do facto de ter sido autorizada a saída de executivos sénior do banco alegadamente envolvidos em casos de conduta imprópria sem qualquer consequência", disse Judd Burstein, advogado de Solomon.

Benjamin Solomon, aquando o seu despedimento, foi acusado de não supervisionar devidamente as suas tarefas, sendo que o advogado do ex-funcionário garante que as provas mostrarão o contrário.

A actividade dos correctores está nos EUA sob forte escrutínio desde que Jesse Litvak, corrector da Jefferies Group LLC, foi acusado de fraude e de mentir aos clientes. Litvak foi condenado em Março de 2014, e está a recorrer da decisão do tribunal.

Um grupo de 30  antigos e influentes reguladores publicaram em Julho um relatório em que insistem na necessidade de os bancos adoptarem uma atitude mais agressiva na punição de supervisores em casos de alegada má conduta por parte dos funcionários sob a sua alçada, escreve a Bloomberg.

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