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Ex-gerente do BCA condenado a cinco anos e dez meses de prisão

O Tribunal de Ponta Delgada condenou hoje um ex-gerente de um balcão do Banco Comercial dos Açores (BCA), que confessou ter desviado cerca de 4,2 milhões de euros, a cinco anos e dez meses de prisão efectiva, noticiou a Agência Lusa.

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 17:37
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O Tribunal de Ponta Delgada condenou hoje um ex-gerente de um balcão do Banco Comercial dos Açores (BCA), que confessou ter desviado cerca de 4,2 milhões de euros, a cinco anos e dez meses de prisão efectiva, noticiou a Agência Lusa.

O colectivo de juízes, presidido por Moreira das Neves, condenou o arguido pelos crimes continuados de falsificação de documentos, burla e infidelidade para com a instituição bancária onde trabalhava na cidade de Ponta Delgada.

Durante o julgamento, o antigo bancário confessou que foi contacto em 2003 por uma mulher que se identificou como viúva do falecido líder da UNITA, Jonas Savimbi, que afirmou ter 22 milhões de dólares que pretendia colocar na Europa, sem que este dinheiro fosse confiscado pelo Estado de África do Sul ou sujeito a tributações ficais.

Como contrapartida pela sua participação neste «esquema de burla internacional», foi prometido ao arguido que receberia uma comissão de 4,4 milhões de dólares.

Na leitura do acórdão, o Tribunal considerou que, apesar de ter confessado os factos «numa atitude sincera», teve um «conduta enganadora» quando trabalhava no BCA, que resultou em «prejuízos» para clientes do banco e para a instituição.

Durante o julgamento, ficou provado que o ex-gerente, «de modo a satisfazer e a suportar as despesas do negócio», optou por «enganar clientes», que foram contactados para investirem em supostas aplicações financeiras mais rentáveis no exterior.

Além disso, o antigo funcionário do BCA criou subcontas à ordem de clientes emigrantes, que as movimentavam pouco, e conferia-lhes montantes de crédito que depois utilizava para «suportar as despesas do negócio» em que estava envolvido.

Estas operações eram efectuadas de «modo complexo e justificado» pelo antigo gerente, que demonstrou "ganância de enriquecer" ao decidir «entrar num negócio» proposto.

O colectivo de juízes reconheceu, porém, que se tratou de um acto isolado na sua vida e realçou a «confissão esclarecedora dos factos», assim como a entrega do seu património ao BCA para minorar os prejuízos.

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