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Ex-gestor da Opway destaca "passo importante" dado com o leilão

Miguel Mateus, que integrou a equipa de Almerindo Marques e é um dos subscritores do MBO à Opway, sublinha que a venda da empresa vai permitir retomar a actividade, mas lembra que caberá ao futuro dono convencer os credores a aprovar a revitalização.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 02 de Fevereiro de 2015 às 15:15
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Miguel Mateus, que até agora integrava a equipa de gestão da Opway com Almerindo Marques e um dos subscritores da proposta de "management buy out" (MBO), acredita que com o leilão realizado esta segunda-feira para a venda da construtora "deu-se um passo importante para retirar a empresa das dificuldades".

 

Mas, como sublinhou, "o objectivo não é a compra", mas sim que, no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER), o novo dono consiga demonstrar que a empresa é viável e assegurar aos credores que os créditos serão recuperados".

 

"É importante que o novo dono assegure a clientes, credores e trabalhadores que a empresa tem futuro", afirmou Miguel Mateus ao Negócios, lembrando que "a prova de que a gestão da Opway acredita que há uma visão estratégica para a empresa é que apresentou uma proposta de MBO".

 

Esta manhã, segundo noticiou o Negócios, a empresa moçambicana Nadhari fez a licitação mais alta para comprar a Opway no leilão, oferecendo cinco milhões de euros pela construtora portuguesa, tendo agora uma semana, até dia 9 de Fevereiro, para apresentar prova de que possuem efectivamente o referido montante.

 

Caso não o faça, a vencedora será a segunda proposta mais elevada, a da equipa de gestão liderada por Almerindo Marques, que ofereceu 1,250 milhões de euros. A Prebuild, por seu lado, ofereceu 1,2 milhões de euros. Já o fundo Vallis decidiu não participar no leilão.

 

Com a renúncia apresentada pela equipa de gestão liderada por Almerindo Marques, a construtora deixou esta segunda-feira de ter administração, estando em gestão corrente até que seja feita a transferência das acções para o novo dono.

 

No entanto, Miguel Mateus e Paulo Curado, enquanto directores do grupo (e também subscritores do MBO), estão a assegurar nesta fase de transição a gestão corrente, até para que "colaboradores e clientes continuem a ter uma referência", explicou o responsável.

 

Com o colapso do Grupo Espírito Santo, a Opway viu agravar-se, nos últimos oito meses, as suas dificuldades, com a banca a recusar-se a trabalhar com a empresa enquanto não houvesse uma mudança accionista.

 

Na semana passada, a empresa apresentou o PER para evitar acções judiciais que levassem à insolvência. Caberá agora ao novo dono convencer os credores a aprovarem a revitalização da empresa e a apresentar um plano de negócios que assegure a sua viabilidade. 

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