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Ex-presidente da Tranquilidade rejeita ter sido afastado. "Foi escolha totalmente minha"

Brito e Cunha recusa que que o regulador tenha determinado a sua saída da presidência da Tranquilidade, onde ordenou um financiamento de 150 milhões que a descapitalizou.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2015 às 19:06
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Peter Brito e Cunha recusa ter sido afastado da presidência executiva da Tranquilidade, empresa que financiou em 150 milhões de euros o Grupo Espírito Santo pouco antes da derrocada, o que abriu um buraco na seguradora. A saída, defende, foi uma opção própria.

 

"Foi uma escolha totalmente minha. Não fui afastado. A palavra afastamento é dos jornais", disse ao deputado comunista Paulo Sá o responsável da Tranquilidade até à sua venda, em Janeiro de 2014.

 

Na comissão parlamentar de inquérito, Peter Brito e Cunha relembrou que estava na empresa desde Janeiro de 1990. "Em Janeiro de 201, fiz 25 anos de casa. [Saí para] poder usufruir a minha reforma. Achei que era tempo para passar a pasta".

 

Na audição parlamentar, José Almaça, o responsável do regulador do sector dos seguros, havia dito que só iria retirar consequências das acções da administração de Brito e Cunha "em devido tempo", só após a venda da seguradora. O que aconteceu em Janeiro deste ano, pouco tempo da sua saída. 

 

A Tranquilidade emprestou cerca de 150 milhões de euros ao GES, em quatro empréstimos. Foram colocados 85 milhões em papel comercial da Esfil, 50 milhões em papel comercial da ESFG e 15 milhões de um financiamento à tesouraria da ESF (Portugal). Isto em Maio e Junho de 2014, quando as empresas do grupo estavam já perto de entrar em bancarrota. Na altura, já eram noticiadas "irregularidades" nas contas da ESI, a empresa de topo de todo o universo Espírito Santo.

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