Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Expansão da Portugal Telecom no Brasil pode passar pela rede fixa (act)

A internacionalização da PT tem em vista três mercados, com a empresa a querer consolidar e expandir o negócio no Brasil, que poderá passar pela rede fixa, disse Miguel Horta e Costa. Na China a expansão pode direccionar-se para «joint-ventures» no mercad

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 14 de Dezembro de 2004 às 17:25
  • Partilhar artigo
  • ...

(actualiza com mais informação e altera título)

A internacionalização da PT tem em vista três mercados, com a empresa a querer consolidar e expandir o negócio no Brasil, que poderá passar pela rede fixa, disse Miguel Horta e Costa. Na China a expansão pode direccionar-se para «joint-ventures» no mercado móvel e em África admite fazer aquisições.

Os investimentos futuros serão através de parcerias ou pequenos investimentos, anunciou o responsável, que adiantou que a PT «tem margem de manobra» para poder investir.

PT admite rede fixa no Brasil

O negócio da PT no mercado brasileiro tem duas áreas prioritárias, a consolidação das operações já existentes e a captura selectiva do mercado com aproveitamento da terceira geração. Horta e Costa avançou que o futuro da PT no Brasil pode passar pela «Internet e quem sabe pela telefonia fixa».

No Brasil, a Portugal Telecom quer consolidar os negócios já existentes, e alcançar uma cobertura total do território do maior país da América Latina, que passa pela chegada aos mercados de Minas Gerais e Nordeste, onde a companhia não está presente.

«Estou empenhado em abranger todo o território» brasileiro, disse Horta e Costa, num almoço debate sobre a internacionalização da PT, promovido pela Revista Prémio e pela SoftFinança.

Existem três possibilidades para a PT conseguir alcançar a cobertura total do território brasileiro: aquisições de operadores que já actuem nas regiões em questão; através de «roaming» ou compra de frequências de transmissão, defendeu Horta e Costa.

A Portugal Telecom está presente no mercado de telefonia móvel no Brasil através da Vivo, em parceria com a Telefónica, tendo abandonado o mercado de telefonia fixa há vários anos, quando reforçou a parceria com a empresa espanhola, que actualmente é líder neste segmento de mercado.

Joint-ventures na China e aquisições de novas participações em África

A China tem um grande potencial de crescimento, e a PT quer aproveitar para se expandir neste mercado. Este crescimento pode passar por «joint-ventures» no mercado móvel ou por avaliação de compra de licenças.

A potencialidade de crescimento deste mercado é grande, e Horta e Costa defendeu que a operação neste mercado será «grande», não adiantando nenhum dado em concreto.

Em África, a expansão passa pela «capacidade de enfoque em regiões mais acertadas, que poderá passar pela aquisição de novas participações», disse Horta e Costa, salientando que «África tem um potencial de crescimento que não pode ser desprezado», acrescentando que a empresa tem «ambições em Moçambique».

O facto de «estarmos em países de língua portuguesa» e com quem há relações próximas, pode «criar mecanismos para vantagens competitivas», disse o responsável.

PT susceptível a OPA devido a baixa capitalização

Horta e Costa disse que, quanto à possibilidade de uma oferta pública de aquisição (OPA) hostil, a PT está «optimista em relação ao futuro», reiterando que a empresa está «forte».

«Só com níveis de capitalização bolsista muito elevados» é que uma empresa fica protegida em relação a possíveis OPA, disse Horta e Costa.

A «PT no fundo está sempre susceptível a que isso lhe suceda», segundo o responsável que salientou que a «golden share» detida pelo Estado e as parcerias que a empresa tem acabam por a proteger.

Ver comentários
Outras Notícias