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Exploração comercial do Tupi terá cinco vezes a dimensão actual

A entrada em produção comercial do Tupi, um dos projectos mais promissores da Galp Energia na exploração petrolífera no Brasil, acontecerá no final do próximo ano e irá multiplicar por cinco a dimensão da aposta actual do consórcio da Galp.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 20:04
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A entrada em produção comercial do Tupi, um dos projectos mais promissores da Galp Energia na exploração petrolífera no Brasil, acontecerá no final do próximo ano e irá multiplicar por cinco a dimensão da aposta actual do consórcio da Galp.

Desde Abril deste ano a produzir petróleo em fase experimental, o projecto do Tupi está assente no navio FPSO (a sigla em inglês para produção, armazenamento e carregamento flutuante de petróleo) Cidade São Vicente.

“O Tupi é um poço em produção, com excelentes resultados, mas limitado pela proibição de queimar gás além dos limites definidos pelo regulador”, lembrou o presidente da Galp Energia na apresentação dos resultados dos primeiros nove meses.

Segundo o CEO da Galp, a plataforma instalada a quase 300 quilómetros do Rio de Janeiro, para extrair petróleo em águas ultra-profundas, “está a produzir 20 mil barris por dia, mas poderá produzir mais”.

“A grande unidade terá cinco vezes esta dimensão e estará construída no final de 2010. Estará a produzir 100 mil barris por dia em 2011 ou 2012”, explicou Manuel Ferreira de Oliveira.

A Galp tem uma participação de 10% no consórcio que explora a concessão do Tupi, onde entram também a Petrobras e a BG. O projecto implica avultados investimentos. “No BMS11 (o bloco onde se situa o Tupi) temos cinco equipamentos de perfuração em actividade e o uso de cada equipamento custa 500 a 600 mil dólares por dia”, referiu o presidente da Galp.

Ao falar dos projectos em curso na Galp, Manuel Ferreira de Oliveira não esqueceu os desenvolvimentos em Angola, no campo Tômbua-Lândana (cuja produção arrancou em Agosto e deverá atingir no próximo ano 90 mil barris por dia), tendo também destacado o investimento superior a 1,5 mil milhões de euros para a conversão das refinarias de Sines e de Matosinhos.

“O projecto de conversão em Sines está em pleno andamento”, sublinhou o presidente da Galp, acrescentando que “o pico dos postos de trabalho será em meados do próximo ano, quando terá 7 mil pessoas”.

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