Banca & Finanças Expresso: Estado injecta mais capital no Novo Banco já este ano

Expresso: Estado injecta mais capital no Novo Banco já este ano

O banco liderado por António Ramalho deverá apresentar prejuízos recorde devido ao elevado montante de imparidades que se prepara para constituir, segundo o semanário.
Expresso: Estado injecta mais capital no Novo Banco já este ano
Sara Matos
Negócios 17 de fevereiro de 2018 às 13:00
O Fundo de Resolução terá de injectar mais capital no Novo Banco já este ano para manter rácios, avança o Expresso. De acordo com o jornal, o banco deverá apresentar prejuízos recorde em 2017 devido ao elevado montante de imparidades que terá que constituir. O valor dos prejuízos ainda não estará fechado mas deverá ultrapassar as várias centenas de milhões de euros e podem mesmo chegar aos milhares de milhões.
 
As imparidades a registar vão recair sob os activos tóxicos que ficaram sob a alçada do Fundo de Resolução. Uma fonte contactada pelo Expresso revelou que "há uma política de imparização que o Novo Banco deverá seguir, mais agressiva, e que está de acordo com as exigências das autoridades europeias". 
A Lone Star, que detém 75% do capital do banco, pretende apressar a constituição de imparidades sobre os activos que estão na alçada do Fundo de Resolução já este ano. 
E, de acordo com o jornal, o Governo já se preparou para a eventualidade de este ano ser necessário avançar com a injecção de capital por parte do Fundo de Resolução. E já haverá uma autorização do Conselho de Ministros para financiar o fundo e terá sido inscrita uma verba máxima de 850 milhões de euros no Orçamento do Estado para o efeito, este ano. 
"A dotação já está acautelada e deverá ser necessário accionar parte deste montante", afirmou uma fonte próxima do processo que não foi identificada pelo jornal. 
 
O Novo Banco deverá apresentar os resultados de 2017 em Março. Em 2016, registou prejuízos de 788,3 milhões de euros e as perdas ascenderam a 929,5 milhões de euros em 2015. 



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comentários mais recentes
Anónimo 19.02.2018

Há uma modesta redução no número de excedentários do sector bancário português, o que é tendencialmente positivo mas não deixa de ser limitado e pouco ambicioso nos tempos que correm em todo o mundo, e por outro lado verifica-se um aumento no número de excedentários do sector público português onde não se pode despedir e a gestão de recursos humanos é algo eternamente indecifrável, em total contra-ciclo com o que ocorre nas economias e sociedades mais avançadas nossas credoras, investidoras directas, grandes consumidoras de turismo e em muitos casos subsidiadoras. Em Portugal, as pessoas da esquerda no geral e os partidos de esquerda em particular perderam não só a vergonha como o bom senso.

Anónimo 19.02.2018

Fazem-me credor de bancos à força e devedor de dívida pública excessiva também à força. A liberdade e o dever fiduciário emigraram de vez para fora de Portugal.

Anónimo 17.02.2018

Este Novo Banco é um queijo Suíço, com muitos buracos. O maior buraco que pode ter um banco é a falta de confiança. Lembra-me os clientes Lesados ...

Beruno 17.02.2018

com garantia estatal nao precisa de engenharias contabilisticas como os outros bancos, que vao assumindo imparidades aos poucos para nao levantar alertas, e assim assumem ja uma carrada de imparidades de credito malparado e imobiliario, e o estado injeta o capital necessario para cobrir essas imparidades. facil facil

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