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Factura com combustíveis da TAP deve aumentar 100 milhões sem comprometer lucros

  O orçamento da TAP para custos com combustíveis deverá ter um incremento de 50% ou 100 milhões de euros, devido às recentes subidas inesperadas dos preços do petróleo, disse Fernando Pinto, presidente executivo da companhia que acredita, ainda, em resul

Bárbara Leite 08 de Setembro de 2005 às 18:58
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O orçamento da TAP para custos com combustíveis deverá ter um incremento de 50% ou 100 milhões de euros, devido às recentes subidas inesperadas dos preços do petróleo, disse Fernando Pinto, presidente executivo da companhia que acredita, ainda, em resultados positivos para este ano.

À semelhança do que disse na apresentação de resultados do primeiro semestre, Pinto entende o grande desafio da TAP é conseguir atingir resultados positivos este ano.

Pinto especifica, em entrevista ao «Jornal da TAP», que a empresa previa gastar 200 milhões de euros com combustíveis para todo o conjunto de 2005. Mas até Junho, só no primeiro semestre, a empresa gastou com combustíveis 118 milhões de euros, ou 59% do orçamentado para o final do ano. Este ano, a empresa já gastou mais 42% no primeiro semestre do em igual período do ano passado.

Com a actual escalada dos preços do petróleo, Pinto já equaciona que a meta de 200 milhões não será alcançada e a factura com combustíveis da companhia aérea portuguesa deverá, antes, ser de 300 milhões de euros, mais 100 milhões do que o previsto.

No entanto, o executivo não descarta o alcance de lucros em 2005. Esta convicção é mantida à custa do aumento das receitas da companhia, acima da média europeia, e do número de transporte de passageiros, além da contínua redução de custos.

Pinto vê concorrência desleal com «low cost»

Na referida entrevista, Fernando Pinto crítica a decisão de redução das taxas aeroportuárias para as companhias aéreas de «low cost» (custos reduzidos). Pinto entende que essa redução «promove a concorrência desleal» com as companhias regulares como a TAP.

Tanto que o executivo brasileiro ressalta que, nem os turistas que as «low cost» atraem, são, a seu ver, benéficos para Portugal.

Ao invés de proporcionar benefícios às companhias de «low cost», Pinto queria ver, melhorias no serviço dos aeroportos, como mais «mangas» e mais «slots», dando o seu aval ao projecto de investimento do operador aeroportuário.

Aviões e Portugália

Confirmando o que já havia anunciado, Pinto diz estar em negociações com a Airbus e Boeing para substituir aviões no longo curso. No conjunto, a TAP opera 11 aviões no longo curso, até agora da Airbus. Mas, a empresa equaciona substituí-los por aviões da Boeing.

A decisão deverá ser tomada no próximo mês, diz Pinto.

Quanto ao negócio com o Grupo Espírito Santo para a entrada no capital da Portugália, Pinto diz que não chegaram a acordo porque o preço pretendido pelo GES era superior à avaliação que a TAP fez da empresa.

«Não teria sido um bom negócio para a TAP», sublinha a mesma fonte.

*Correspondente em São Paulo

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