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Família Queiroz Pereira entra na Teixeira Duarte

Três empresas do universo familiar de Pedro Queiroz Pereira entraram no primeiro trimestre deste ano no capital da Teixeira Duarte (TD), apesar das relações entre a Cimpor, cujo maior accionista é aquela construtora, e a Secil.

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 13 de Maio de 2003 às 16:06
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Três empresas do universo familiar de Pedro Queiroz Pereira entraram no primeiro trimestre deste ano no capital da Teixeira Duarte (TD), apesar das relações entre a Cimpor, cujo maior accionista é aquela construtora, e a Secil.

A Sonagi-Sociedade Nacional de Gestão e Investimento, juntamente com a Cimo e a Ciminpart adquiriram uma posição não superior a 12 mil títulos da construtora que controla a Cimpor [CIMP].

Segundo a convocatória para a assembleia geral da Teixeira Duarte, realizada na passada sexta-feira, cada dois mil títulos conferiam um voto.

Como as três sociedades foram aferidas com um voto cada, depreende-se que a posição conjunta destas três empresas controladas por Pedro Queiroz Pereira terá de ser superior a seis mil e inferior a 12 mil acções.

Na assembleia geral da Teixeira Duarte, os representantes das empresas de Queiroz Pereira votaram sistematicamente contra todos os pontos importantes em apreciação, desde o relatório de gestão da construtora, até ao balanço consolidado, passando pela proposta de aplicação de resultados.

Estas três empresas votaram inclusivamente contra uma deliberação de confiança no conselho de administração da Teixeira Duarte [TXDE] e um voto de louvor para os respectivos membros e fiscal único, assim como se opuseram à deliberação que elegeu os novos membros dos corpos sociais da TD.

«Encontramo-nos na Teixeira Duarte porque participamos do capital social de várias empresas e gostamos de acompanhar as mais importantes e atraentes», explicou ao Negocios.pt Pedro Queiroz Pereira.

No entanto, estas declarações não escondem um mal-estar entre as duas cimenteiras, mesmo depois de Pedro Queiroz Pereira e Pedro Maria Teixeira Duarte terem concordado em nomear para administrador da Secil-em representação da Cimpor-Luís Todo Bom, supostamente encarregue de apaziguar as relações entre as duas empresas e de estudar futuras áreas de negócio conjuntas entre a Cimpor e a Secil.

«Somos pessoas educadas, mas é preciso não esquecer que continuamos com um processo em tribunal, de que não vamos desistir, no valor de muitas dezenas de milhões de euros. É preciso notar que, apesar das boas relações pessoais, existem variadíssimas divergências a nível institucional entre as duas empresas», sublinhou Pedro Queiroz Pereira em declarações ao Negocios.pt.

A Sonagi, a única empresa com informação publicamente disponível, tem como principal actividade a exploração de três edifícios em Lisboa, de uma herdade em Santo Aleixo da Restauração e de «uma representativa carteira de títulos».

Na herdade do Baldio de Paula e Ferreiras, a empresa explora uma concessão de caça turística.

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