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Febase teme que trabalhadores do BES sofram se algo correr mal no GES

A federação de sindicatos do sector financeiro admite que há "alguma apreensão" com o que se passa no Grupo Espírito Santo mas relembra que o grupo não é o BES. Contudo, ainda não tomou qualquer posição sobre o assunto. Quer esperar pela decisão do Banco de Portugal.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 18:52
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A Febase, federação de sindicatos do sector financeiro filiados na UGT, ainda não tomou nenhuma posição sobre as dificuldades que se vivem no Grupo Espírito Santo e o impacto que estas podem ter no Banco Espírito Santo, do qual é o principal accionista, nomeadamente na escolha da próxima comissão executiva do banco. Parajá, a federação teme que os trabalhadores possam sofrer com a actual situação do grupo.

 

"Os sindicatos receiam medidas drásticas para os trabalhadores que não têm culpa da situação", diz Mário Mourão, secretário-geral da Febase, falando na possibilidade de as dificuldades no grupo afectarem o BES (por exemplo, a PT é um dos grandes credores do GES e, em meados de Julho, a Rioforte terá de reembolsar ou renegociar os termos dos 897 milhões de euros pedidos emprestados à operadora portuguesa). "Não venham depois dizer que é preciso prescindir de não sei quantos postos de trabalho", acrescenta o sindicalista. 

 

Mário Mourão admite que, da parte dos sindicatos, "existe alguma apreensão devido ao que se está a passar no grupo". Várias sociedades do Grupo Espírito Santo estão a passar por dificuldades financeiras, algo que é visível desde que uma auditoria ordenada pelo Banco de Portugal detectou "irregularidades" relevantes numa dessas "holdings", a Espírito Santo International.

 

O regulador determinou que a família Espírito Santo, com 25% do Banco Espírito Santo, fosse afastada da gestão, razão pela qual Ricardo Salgado vai sair da liderança. A primeira proposta de sucessão apontava para o actual administrador financeiro Amílcar Morais Pires mas ainda é possível que haja alternativas (o conselho superior da família está reunido esta quarta-feira). Os analistas e as autoridades, como o Governo, têm garantido que o BES e o GES não são a mesma coisa, pelo que é preciso separar ambos.


Contudo, com estas incertezas, a Febase indica que está numa fase "ainda de recolha de elementos para tomar alguma decisão". O que quer é que o Banco de Portugal, que se tem de pronunciar sobre a nova equipa de gestão, "use todas as prorrogativas no sentido de que a situação seja regularização, para que não aconteça como aconteceu com outras instituições".

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