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Félix atira Benfica para lucros acima de 100 milhões. Dívida afunda

Os lucros da SAD do Benfica aumentaram mais de 7 vezes num semestre em que o activo ficou acima dos 600 milhões de euros.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Março de 2020 às 00:21
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A Benfica SAD registou um resultado líquido de 104,2 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (entre junho e dezembro de 2019) e viu a sua dívida líquida baixar para 45,8 milhões de euros, uma evolução positiva que é explicada sobretudo pelo encaixe bruto de 120 milhões de euros alcançado com a venda do passe de João Félix ao Atlético de Madrid.

 

Os lucros aumentaram mais de 7 vezes (14,1 milhões de euros no período homólogo) e situam-se muito acima do alcançado em exercícios anteriores (sempre abaixo dos 20 milhões de euros).

 

Já a dívida líquida baixou 64,5% no espaço de seis meses. No relatório e contas do primeiro semestre, a Benfica SAD realça que num período de três anos e meio ocorreu uma diminuição de 189,5 milhões de euros na dívida líquida, que representa atualmente menos de 20% do valor registado a 30 de junho de 2016.

 

A SAD liderada por Luís Filipe Vieira adianta que este foi o sexto semestre consecutivo de lucros na SAD e "representam o melhor desempenho de sempre da Sociedade, os quais estão significativamente influenciados pela alienação dos direitos do jogador João Félix".

 

A venda de João Félix, a mais elevada efetuada até hoje por um clube português, "foi encarada pela Benfica SAD como um facto extraordinário, que não deve ser acompanhado por um significativo incremento dos gastos operacionais ou pela criação de compromissos futuros que não são sustentáveis para a realidade económica em Portugal", refere o Benfica.

 

Este encaixe extraordinário "deverá ser principalmente utilizado para resolver questões estruturantes, como são os casos dos investimentos na aquisição de atletas, a melhoria de infraestruturas desportivas e a redução da dívida financeira contratualizada".

 

Os resultados operacionais aumentaram quase cinco vezes para 116,7 milhões de euros. Os rendimentos operacionais (rubrica que não é afetada pela venda de jogadores) subiram 8,8% para 101,9 milhões de euros. Incluindo o impacto das vendas de jogadores, os rendimentos totais no semestre quase duplicaram para 244,3milhões de euros.

Além de João Félix, o Benfica transferiu Carrillo para o Al-Hilal SFC por 8,3 milhões de euros e Sálvio e Lisandro Lopez para o Boca Juniors por 6,8 e 3 milhões de euros, respetivamente.

 

Em comissões aos agentes desportivos o Benfica pagou 12,1 milhões de euros, o que equivale a 8,3% das vendas brutas de direitos de atletas.

 

Capital próprio acima dos 200 milhões

A venda de João Félix impactou várias rubricas da demonstração de resultados, mas também do balanço. O ativo aumentou 25,8% para 608,7 milhões de euros, superando pela primeira vez a barreira dos 600 milhões.

 

Já o passivo aumentou 5,7% para 385,3 milhões de euros. Um aumento bem inferior ao ativo, o que permitiu ao capital próprio subir 87,4% para 223,4 milhões de euros.

 

"A recuperação do capital próprio da Benfica SAD teve início após o exercício findo a 30 de junho de 2013, tendo até à data ocorrido uma evolução positiva que, em termos acumulados, ascende a 247,2 milhões de euros", salienta a Benfica SAD.    

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