Transportes Fernando Medina defende que preços dos transportes devem ser corrigidos

Fernando Medina defende que preços dos transportes devem ser corrigidos

O autarca de Lisboa considerou os actuais preços dos transportes na área metropolitana um problema social e disse ser imperativo  o passe único intermodal.
Fernando Medina defende que preços dos transportes devem ser corrigidos
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 13 de março de 2018 às 16:38

O presidente a câmara de Lisboa, Fernando Medina, defendeu esta terça-feira no Parlamento que é preciso corrigir os elevados preços dos transportes públicos, considerando ser esta uma questão de justiça social.

 

Na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o autarca afirmou que esta é uma questão a alterar "se queremos ter uma sociedade mais justa e coesa", acrescentando que ao contrário da taxa de IRS, "todos estão abrangidos pelo passe".

 

Fernando Medina realçou que os encargos com os transportes chegam muitas vezes a 100 ou 120 euros por mês, o que para uma família pode chegar a 400 euros, o que é "mais do que a prestação da casa".

 

"É um problema social da maior importância", afirmou, salientando que para muitas famílias a utilização de veículo próprio acaba por ser a única alternativa. 

 

Fernando Medina, que salientou que uma área que foi um falhanço foi o transporte público, lamentou que haja "muita coisa adiada há tempo demais".

 

Salientando que na área metropolitana de Lisboa vivem 2,6 milhões de pessoas, Fernando Medina defendeu ainda a necessidade de haver um passe único intermodal, de valor tendencialmente único.

 

"É uma urgência, é imperativo", afirmou, acrescentando que os municípios vão trabalhar nisso.

Segundo disse, os municípios da área metropolitana de Lisboa estão a preparar propostas para investimento público na área dos transportes e que "muito em breve estaremos em condições de apresentar".

 

Bernardino Soares, presidente da câmara de Loures, explicou que o objectivo do trabalho que está a ser realizado é uma maior coordenação, que em discussão estão também questões como o financiamento, a bilhética e o passe.

 

Relativamente ao financiamento, o autarca disse esperar que os investimentos tenham acolhimento, seja em sede de reprogramação do actual quadro comunitário ou no pós 2020. 

Também ouvidos na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, além de Bernardino Soares, os presidentes das câmaras de Odivelas e da Amadora salientaram a necessidade de estudar a expansão da rede do Metro para os seus concelhos, designadamente pela população que serve.




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mr 13.03.2018

As criancinhas não pagam nem os velhotes. as multas da emel davam para renovar a frota. então? o que mudou agora? Põem-se a nacionalizar o transporte público sem saber no que se estão a meter!!!

Anónimo 13.03.2018

Por falar em Vistos Gold... essa vergonha Nacional inventada pela direitalha troikiana como está o caso do ex ministro do PSD o Dr. Miguel Macedo e seu gang? Tá tudo nas Bahamas certo?

Do Piçalho 13.03.2018

Quando acabarem os palacetes que os republicanos gamaram aos condes, viscondes e reis na implantação da republica estão a acabar os chineses chamaram-lhe um figo .Preparem-se os moradores para pagar os olhos grandes destes burguesitos parece o projeto do Benfica até mete uma universidade no Seixal !

Do Piçalho 13.03.2018

Os burguesitos comunas são um must a sua visão periférica abrange 360º e quando a megalomania falha o povo paga .A camara de Lisboa já era uma nau à deriva encheu os cofres com os terrenos do aeroporto e a corrupção dos vistos gold ,agora meteu-se nos transportes formou um gigante q não pode falir

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