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Fernando Pinto: operação de longo curso no Porto é para manter

O líder da TAP admite rever a operação no Porto, mas descarta acabar com os voos de longo curso. A manutenção do "hub" em Lisboa é outra das vontades depois da privatização da transportadora.

Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 04 de Dezembro de 2015 às 13:50
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O presidente da TAP reforçou esta sexta-feira, 4 de Dezembro, a intenção da companhia aérea em continuar a operar voos de longo curso para o aeroporto do Porto. Todavia, Fernando Pinto não descarta que será necessário rever a estratégia para aquele destino.


"Estamos a fazer uma reanálise da malha. As pessoas não podem esquecer que temos 20 dias de privatização", reagiu durante o 41º Congresso da APAVT, a decorrer no Algarve.


A companhia "correu" para desmentir a notícia avançada pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, de que a TAP estaria a estudar a possibilidade de acabar com voos de longo curso no aeroporto Francisco Sá Carneiro.


Fernando Pinto admite, contudo, que a TAP tem "mais dificuldades em concorrer no Porto. Ali não temos a força do ‘hub’ [plataforma giratória]. Em Lisboa estamos forte e tranquilos. No Porto temos de ver qual é a estratégia para conseguirmos consolidar", explicou.


Já quanto à operação em Lisboa, o presidente da TAP não tem dúvidas de que o aeroporto da Portela "ficará estrangulado" no prazo de dois ou três anos. Fernando Pinto acredita que a ANA Aeroportos – que gere a infra-estrutura – tem fórmulas para resolver o problema.


"Uma delas é precisamente a solução do Montijo", projecto conhecido como Portela+1, que utilizará a base militar como uma alternativa. O mesmo deverá focar-se sobretudo na operação das companhias ditas "low cost". "O aeroporto do Montijo é um aeroporto sempre pronto", considerou o gestor, recordando que tal permitiria libertar a pista de segurança da Portela.


Questionado sobre a viragem da estratégia da TAP para uma estratégia de baixo custo, Fernando Pinto é categórico: essa alteração não vai ser total. "Não precisamos de fazer [da TAP] uma empresa ‘low cost’. Mas os nossos aviões terão uma secção ‘low cost’", elucidou o gestor.

O documento de venda de 61% do capital da TAP ao consórcio Atlantic Gateway – composto por Humberto Pedroso e David Neeleman – foi assinado no passado dia 12 de Novembro.

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