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Fernando Pinto: Crescimento no Verão não é suficiente para cobrir impactos da greve dos pilotos

Há mais passageiros, mas a queda generalizada nas tarifas ainda não dá à TAP motivos para sorrir. Fernando Pinto garante que o Verão de 2015 está a ser um sucesso, mas não acredita que o crescimento deste ano seja superior ao de 2014.

Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 18:09
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O presidente da TAP, Fernando Pinto, considerou esta quarta-feira, 22 de Julho, que o crescimento no número de passageiros registados pela companhia aérea no período de Verão não está a ser suficiente para cobrir o impacto da greve dos pilotos, realizada entre 1 e 10 de Maio e cujo impacto foi estimado em 35 milhões de euros.

 

"O maior impacto está nos preços. Tivemos uma perda de tarifa média depois das greves. Isso custa muito a recuperar", informou à margem da conferência de integração da Avianca Brasil na rede Star Alliance, em São Paulo. Apesar desse cenário, o gestor acredita que a confiança dos passageiros está já recuperada.

 

Fernando Pinto define a operação deste Verão como "um sucesso". O número de passageiros também está a aumentar: aos fins-de-semana são 40 mil por dia, nos dias úteis 35 mil. No ano passado, os indicadores situavam-se, respectivamente, nos 36 e 30 mil.

 

O primeiro semestre foi positivo, mas o presidente da TAP não acredita que a companhia possa fechar 2015 com um crescimento acima do ano passado. "O crescimento não vai ser o mesmo que tivemos o ano passado. Vai ser equilibrado", defendeu. Em 2014, a TAP transportou 11,4 milhões de passageiros, o que representou um incremento de 6,6%.

 

O Brasil continuará a ser um mercado prioritário para a empresa, mesmo com a queda de 8% que a TAP assistiu nos seus preços para as 12 cidades brasileiras para onde opera. Fernando Pinto quer arranjar forma de aumentar as tarifas e destaca a boa ocupação - acima dos 80% - registada nestas rotas.

 

A TAP prevê reforçar sinergias, sobretudo com a Azul. A juntá-las está o empresário David Neeleman, que integra o consórcio vencedor da privatização de 61% da companhia portuguesa, com Humberto Pedrosa da Barraqueiro.

 

"A TAP e a Azul vão ser duas companhias aéreas irmãs", afirmou Fernando Pinto, que não descarta a possibilidade de desenvolver parcerias de "code-share" com a terceira maior companhia de aviação brasileira.

 

Certa, para já, é a ligação à Avianca Brasil, que integrou esta quarta-feira, 22 de Julho, a rede Star Alliance. A empresa é presidida por José Efromovich, irmão de Germán Efromovich, que concorreu à privatização da TAP. A Avianca Brasil é detida pelo grupo Synergy, liderado por Germán Efromovich.

 

Fernando Pinto espera, tendo em conta o potencial de crescimento da parceira, aproveitar a Avianca Brasil para proceder à distribuição dos passageiros da TAP por outros pontos do país. Do total de passageiros transportados, metade acabam por recorrer a esse tipo de voos de ligação. "É nessas rotas operadas pela Avianca que pretendemos fazer uma distribuição dos nossos passageiros", defendeu.

*Jornalista em São Paulo a convite da Star Alliance

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