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Ferro Rodrigues: Sem PPP Portugal demoraria 25 anos a concluir rede rodoviária

Ferro Rodrigues, que foi ministro do Equipamento Social de António Guterres, sublinhou no Parlamento que “nem nós nem ninguém previu o terramoto financeiro a partir de 2007 que teve influência em tudo isto.”

Ferro Rodrigues recusa euforia pela "evolução positiva" das sondagens
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 06 de Março de 2013 às 19:51
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Eduardo Ferro Rodrigues, que foi ministro do Equipamento Social de António Guterres, frisou na comissão parlamentar de inquérito às PPP que a adopção deste modelo para as estradas “foi resposta às necessidades do país” na altura.

 

Ferro Rodrigues lembrou que em 1996 apenas 36% da rede de Itinerários Principais (IP) e pouco mais de metade da rede de Itinerários Complementares (IC) estavam feitos e que faltava construir 2.000 quilómetros de auto-estrada dos 3.000 que estavam previstos, sendo necessário um investimento da ordem dos 1.800 milhões de contos.    

 

O responsável, que foi ministro do Equipamento Social entre 2001 e 2002, tendo adjudicado os contratos das antigas Scut Beiras Litoral e Alta e Norte Litoral, sublinhou que “se não se encontrassem outras fontes de financiamento previam-se 25 anos para a conclusão da rede rodoviária”.

 

“Tínhamos de dar ao país esta capacidade rodoviária e ligações internacionais” e “se continuássemos ao ritmo de 1991 a 1996 demoraria 25 anos”, afirmou o actual vice-presidente da Assembleia da República.

 

“As decisões foram tomadas com consciência, com determinação e pragmatismo e com a ideia que eram as melhores decisões para o país”, disse, acrescentando que “nem nós nem ninguém previu o terramoto financeiro a partir de 2007 que teve influência em tudo isto”.

 

Ferro Rodrigues sublinhou  ainda que houve vários estudos, até internacionais, sobre o efeito multiplicador para a economia portuguesa de se avançar com projectos de auto-estrada que de outra forma demorariam vários anos. Afirmou ainda que “teria sido uma irresponsabilidade política não ter assinado" aqueles dois contratos Scut quando sucedeu a Jorge Coelho no Ministério do Equipamento Social.

 

"Estávamos numa fase em que não era preciso ser sonhador para perceber que o investimento, através de PPP, era correcto e bom para o país”, referiu o ex-ministro, considerando que “era preciso ter uma capacidade de previsão, que ninguém teve, para antecipar o pesadelo que tínhamos pela frente".

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