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FIFA acusa Brasil de ser o país que mais se atrasou na preparação de um Mundial

Joseph Blatter, presidente do organismo do futebol mundial, acredita que, embora possam ocorrer protestos, os brasileiros não vão atacar directamente o futebol.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 13:53
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O presidente da Federação Internacional do Futebol (FIFA), Joseph Blatter, criticou os atrasos do Brasil na preparação no Campeonato Mundial de Futebol, a ocorrer dentro de seis meses.

 

“É o país que mais se atrasou [na preparação de um Mundial] desde que estou na FIFA [1998] e foi aquele que teve mais tempo – sete anos – para se preparar”, afirmou o suíço Blatter numa entrevista ao jornal conterrâneo “24 heures”, adiantando que o Brasil já se apercebeu de que está “muito atrasado”.

 

O campeonato mundial de futebol realizar-se entre 12 de Junho e 13 de Julho do presente ano. As partidas das 32 selecções irão decorrer em 12 estádios, que deveriam ter as obras concluídas a 31 de Dezembro deste ano. Tal não ocorreu em alguns deles. Segundo enumera a Bloomberg, o estádio de São Paulo, onde irá decorrer o jogo de abertura dos jogos, deverá estar preparado apenas em Abril. A construção desta infra-estrutura ficou marcada por um acidente em Novembro que matou dois trabalhadores.

 

Os estádios de Cuiaba e Curitiba deverão estar preparados no próximo mês, ao passo que o de Manaus tem Janeiro como prazo de conclusão de trabalhos.

 

O orçamento para a construção e reconstrução dos 12 estádios estava estimado, em meados do ano passado, em 8 mil milhões de reais (5,9 mil milhões de euros), sendo que pouco tempo depois o custo já havia superado o valor previsto.

 

Os custos para a construção de infra-estruturas para o Mundial de futebol de 2014 conduziram a protestos no Brasil durante várias semanas, com os manifestantes a defenderem que o dinheiro investido poderia ser gasto em obras sociais ou em Educação. No Verão do ano passado, o investimento brasileiro nos estádios para o Mundial foi comparado, pelo jornal “Estadão”, com o caso nacional no Euro2044.

 

Na entrevista ao jornal suíço, Blatter mostrou-se “optimista” mas admitiu que se esperam, no mês em que irá decorrer o Mundial, “protestos mais concretos e mais estruturados”. Contudo, segundo o próprio, o futebol não tem nada a temer, pelo menos directamente. “O futebol estará protegido, não acredito que os brasileiros ataquem directamente o futebol. Lá, [o futebol] é uma religião”, concretizou o responsável da FIFA.

 

De acordo com estudos da revista britânica “Economist”, o Brasil encontra-se no grupo de países em que há um “elevado risco” de agitação social no presente ano, a par de Portugal. Há, acima deste grupo, o conjunto de nações em que este risco é “muito elevado”.

 

 

 

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