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Filipe Pinhal: "A CMVM mentiu neste tribunal"

O antigo presidente do BCP Filipe Pinhal acusou hoje o supervisor do mercado português de mentir no tribunal quando este (CMVM) disse que a acusação aos antigos gestores do BCP nada teve a ver com as denúncias de Joe Berardo.

Negócios 10 de Dezembro de 2012 às 11:37
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"A CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) mentiu neste tribunal, quando disse que a acusação não tinha nada a ver com as denúncias do Sr. Berardo", afirmou hoje Filipe Pinhal no tribunal de 1.ª Instância, em Lisboa.

O responsável acrescentou que "a CMVM está habituada a ganhar na secretaria" e que "não atua de mãos limpas, já que distorceu os factos para acusar e depois condenar os arguidos".

Segundo Filipe Pinhal, "de um lado da acusação estiveram o poder e a força".

No que diz respeito ao "poder", o antigo presidente do BCP referia-se ao antigo primeiro-ministro José Sócrates, aos então presidentes dos reguladores Vítor Constâncio (Banco de Portugal) e Carlos Tavares (CMVM), bem como alguns accionistas de referência do banco, como Joe Berardo e a petrolífera angolana Sonangol.

Já do lado da "força", Pinhal apontou especificamente para a CMVM, entidade que iniciou o processo contra os antigos gestores do banco há cerca de quatro anos.

 O julgamento que opõe o supervisor do mercado português aos antigos administradores do BCP está na recta final, decorrendo a fase dos depoimentos finais dos arguidos.

Os arguidos têm o direito de optarem por fazer um depoimento final, ou não, tendo o fundador do BCP, jardim Gonçalves, optado por fazê-lo e o primeiro dos nove arguidos a falar.

O regulador acusa nove membros da anterior gestão do banco de terem prestado informação falsa ao mercado entre 2002 e 2007.

Em consequência dessa acusação, a CMVM aplicou coimas aos nove ex-administradores e decretou a inibição da actividade bancária a oito deles pelo máximo de cinco anos, mas os visados recorreram da decisão.

Alvo destas acusações estão Jorge Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Christopher de Beck, António Rodrigues, Alípio Dias, António Castro Henriques e Paulo Teixeira Pinto, assim como Luís Gomes e Miguel Magalhães Duarte, ainda em funções no banco.

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