Empresas Fitch sobe "rating" da Brisa para três níveis acima de lixo

Fitch sobe "rating" da Brisa para três níveis acima de lixo

A Fitch salienta que a recuperação do consumo em Portugal e a estabilização da economia suportaram a recuperação do tráfego da BCR, que ainda assim se situa 7% abaixo do pico de 2007.
Fitch sobe "rating" da Brisa para três níveis acima de lixo
Bruno simão
Nuno Carregueiro 19 de janeiro de 2018 às 16:27

A Fitch Ratings elevou a notação financeira da Brisa Concessão Rodoviária (BCR) em um nível, de "BBB" para "BBB+", de modo a reflectir o "upgrade" de dois níveis efectuado no ano passado ao "rating" da República.

 

A notação da empresa de auto-estradas está agora já três níveis acima de "lixo", sendo que a Fitch adianta que a Brisa merece uma classificação da sua dívida até dois patamares acima da atribuída ao soberano. A classificação actual está um nível acima da atribuída a Portugal.

 

No ano passado a agência elevou o "rating" de Portugal em dois níveis, para "BBB". "Na nossa perspectiva, a BCR pode ter um ‘rating’ de até dois níveis acima" do atribuído à dívida portuguesa, "pois o tráfego da BCR tem uma elevada sensibilidade à actividade económica em Portugal mas não está exposto ao sistema bancário nem ao soberano como contraparte, além de que a BCR provou ter um bom histórico no acesso ao mercado de capitais internacional".     

 

A perspectiva para o "rating" da BCR é estável, sendo que a Fitch salienta o "desempenho operacional robusto" da empresa", bem como uma "alavancagem moderada".

 

A Fitch salienta que a recuperação do consumo em Portugal e a estabilização da economia suportaram a recuperação do tráfego da BCR, que ainda assim se situa 7% abaixo do pico de 2007 e tem por isso ainda espaço para crescer no médio prazo.

 

Nos primeiros nove meses de 2017 o tráfego nas auto-estradas da Brisa aumentou 6,5%, em linha com o registado nos dois anos anteriores e ao ritmo mais rápido dos países europeus analisados pela Fitch. A agência acrescenta que a BCR tem os custos sob controlo e a margem EBITDA atingiu um recorde de 76,2% em 2016.




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