Tecnologias Foram encontrados milhões de registos do Facebook nos servidores da Amazon

Foram encontrados milhões de registos do Facebook nos servidores da Amazon

Os investigadores da UpGuard, uma empresa de cibersegurança, descobriram "carradas" de informação sobre utilizadores do Facebook, à vista de todos, inadvertidamente introduzida nos servidores da computação na nuvem da empresa de comércio eletrónico Amazon.
Foram encontrados milhões de registos do Facebook nos servidores da Amazon
Dado Ruvic/Reuters
Negócios 03 de abril de 2019 às 19:28

Um ano depois de o escândalo da Cambridge Analytica ter exposto a insegurança da informação pessoal de quem tem conta no Facebook, uma empresa de cibersegurança veio agora dizer que encontrou milhões de dados de utilizadores daquela rede social nos servidores da "cloud" da Amazon.

O escândalo da Cambridge Analytica, que utilizou dados sem o consentimento dos clientes, é um dos principais exemplos deste tipo de práticas. A consultora política britânica, recorde-se, acedeu a informação privada de milhões de utilizadores do Facebook e tentado influenciar o comportamento eleitoral dessas pessoas no referendo que ditou o Brexit e também a favor do presidente Donald Trump nas eleições norte-americanas de novembro de 2016.

 

Depois deste caso, que levou a inúmeros debates e à tomada de medidas no sentido de se proteger melhor os dados pessoais de quem usa a internet – seja o email ou as redes sociais –, uma investigação do The New York Times divulgada em dezembro passado dizia que o Facebook tinha cedido dados dos seus utilizadores a outras gigantes tecnológicas, como a Amazon, a Microsoft, a Netflix, o Spotify e o motor de busca Bing.

 

Agora, os investigadores da UpGuard, uma empresa de cibersegurança, descobriram "carradas" de informação sobre utilizadores do Facebook, à vista de todos, inadvertidamente introduzida nos servidores da computação na nuvem da empresa de comércio eletrónico Amazon, conta a Bloomberg.

 

Este é mais um caso que demonstra o quão insegura está a informação online dos utilizadores daquela rede social, e as empresas que controlam essa informação ainda não fizeram o suficiente para proteger os dados privados.

 

Um dos exemplos dados pela Bloomberg é o da empresa mexicana de media Cultura Colectiva, que armazenou os registos de 540 milhões de utlizadores do Facebook, incluindo números dos bilhetes de identidade, comentários, reações e nomes das contas. A referida base de dados foi encerrada esta quarta-feira, depois de a Bloomberg ter alertado o Facebook para esse problema.

 

Uma outra base de dados de uma app que já não existe, a At the Pool, listou nomes, passwords e endereços de email de 22.000 pessoas. A UpGuard não sabe durante quanto tempo esses dados estiveram expostos, uma vez que a base de dados ficou entretanto inacessível.

Ambas as bases de dados foram encontradas nos servidores da "cloud" da Amazon.

 

O Facebook partilhou livremente este tipo de informação com outros programadores, durante anos, antes de ter começado a travar esta dinâmica devido aos recentes escândalos.

 

O problema do armazenamento público acidental poderá ser mais alargado do que os dois suprarreferidos, uma vez que a UpGuard encontrou 100.000 bases de dados de canal aberto, alojadas na Amazon, contendo vários tipos de dados, alguns dos quais não é suposto estarem públicos.

 

Estes são apenas mais alguns casos polémicos sobre o acesso a dados de utilizadores das redes sociais. Em dezembro passado o Twitter também detectou uma falha de segurança que afectou contas de utilizadores, tendo exposto informação a terceiros.




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