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Fosun “aceita” cancelamento da venda do Novo Banco e mantém compromisso com Portugal

Para o grupo chinês, Portugal “constitui um elemento chave da estratégia de crescimento”. A Fosun era um dos três finalistas na corrida pelo Novo Banco mas não esclarece se pretende concorrer a um novo procedimento.

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A Fosun tornou-se, no último ano, a face mais visível e forte do investimento chinês em Portugal. A aquisição da Fidelidade e da ES Saúde (convertida em Luz Saúde) e a previsível aposta em outras áreas, sobretudo nas áreas do lazer e media, fazem parte de uma estratégia que transformará Portugal num espécie de Quartel-General para a presença europeia e americana. Se adquirir o Novo Banco, para o qual ainda está na corrida, esse poder de fogo será ainda superior.
Reuters
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 18:09
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O grupo chinês Fosun compreende a decisão do Banco de Portugal, de cancelar a venda do Novo Banco. Contudo, deixa a porta aberta a investimentos futuros em Portugal, mercado que diz ser um "elemento chave" para a sua estratégia.

 

"A Fosun compreende e aceita, sem reservas, a decisão do Banco de Portugal, norteada pela necessidade de redução da incerteza quanto às necessidades de capital do Banco,  e deseja salientar o elevado profissionalismo, transparência e rigor demonstrados pelas equipas do Banco de Portugal e do Novo Banco", assinala fonte oficial da Fosun, em comunicado enviado às redacções.

 

O Banco de Portugal anunciou esta terça-feira, 15 de Setembro, que não iria aceitar nenhuma das propostas feitas pelos finalistas: Anbang, Fosun e Apollo. "Chegou ao seu termo o procedimento em curso de venda do Novo Banco, sem que tenha sido possível obter-se um acordo considerado satisfatório para as partes envolvidas", admite também a Fosun na comunicação escrita.

 

Para o futuro, fica em aberto a possibilidade de um novo concurso. Não houve uma resposta directa à pergunta do Negócios se havia uma intenção de participar nesse novo procedimento. Houve apenas a demonstração de um compromisso com o país, onde o grupo está presente no controlo da Fidelidade, da Luz Saúde e no capital da REN.

 

"Portugal continua a apresentar perspectivas de crescimento e de investimento muito interessantes e, como tal, constitui um elemento chave da nossa estratégia de crescimento e expansão", assinala a comunicação à imprensa.

 

E é nesse sentido que há perspectivas de mais investimentos: "A Fosun continua, assim, empenhada, não só em desenvolver e apoiar os investimentos já existentes, como também na procura de novas oportunidades de investimento em Portugal".

 

O grupo chinês estava na corrida pelo Novo Banco e este fim-de-semana deu conta de que tinha uma intenção de desacelerar o ritmo de compras. 

 

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