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FPF compreende Cavaco Silva mas insiste no mundial de futebol em Portugal

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) defendeu hoje que uma eventual candidatura conjunta com Espanha à organização do Mundial de 2018 "não é um projecto megalómano", embora compreenda as cautelas do Presidente da República.

Negócios com Lusa 10 de Fevereiro de 2008 às 20:17
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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) defendeu hoje que uma eventual candidatura conjunta com Espanha à organização do Mundial de 2018 "não é um projecto megalómano", embora compreenda as cautelas do Presidente da República.

Em declarações à Agência Lusa, um elemento do gabinete de comunicação da FPF disse que a federação entende Cavaco Silva, que hoje disse que o país tem "outras prioridades", mas sublinhou que Portugal "tem condições" para levar avante a ideia lançada pelo líder federativo, Gilberto Madaíl, porque grande parte do investimento foi feito no Euro2004.

"Compreendemos a posição do presidente, mas para a federação o futebol não deixa de ser prioridade. O presidente também não fechou a porta, disse que a questão deve continuar a ser discutida entre Portugal e Espanha", disse.

O gabinete de comunicação acrescentou que a federação "limitou-se a anunciar uma ideia de trabalho" dizendo que, quando outros países (Bélgica e Holanda) se posicionam, Portugal também tem condições, frisando que uma organização conjunta implica a utilização de menos meios e daí a proposta feita a Espanha.

A federação diz que, embora não esteja quantificado, uma vez que a candidatura não passa ainda de uma ideia, "grande parte do investimento já foi feito" para o Euro2004, pelo que o esforço financeiro seria muito menor e, no essencial, passaria por "rentabilizar" e fazer uma "utilização mais racional das infra-estruturas" existentes.

"Foram construídos ou renovados 10 estádios para o Euro2004. Esse investimento seria zero ou, com alguns ajustamentos, algo desprezível. Os acessos mantêm-se e são utilizados. Tudo o que diz respeito a hotelaria ou transportes já existe ou está montado", sublinhou o porta-voz da federação.

Em resumo, a FPF defende que a ideia de organizar o Mundial de 2018 na Península Ibérica "não é um projecto megalómano".

Sábado, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) confirmou que foi confrontado por Madaíl com a possibilidade de lançar uma candidatura conjunta e disse que ainda não deu resposta porque está a estudar o assunto.

Hoje, à margem de uma visita a Espanha, onde vai ser distinguido com Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de León, o Presidente da República reconheceu que "Portugal está agora mais desenvolvido", mas advertiu que tem de saber se tem "todos os recursos necessários para organizar um Mundial".

"O problema tem que ser discutido primeiro entre as autoridades do futebol de Portugal e Espanha", considerou Cavaco Silva.

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