Banca & Finanças Fundação Horácio Roque declarada insolvente

Fundação Horácio Roque declarada insolvente

O Tribunal Judicial da Comarca da Madeira decretou a insolvência da IPSS Fundação Horácio Roque. Foi a própria que se declarou incapaz de fazer face às suas responsabilidades. A CGD reclama 10 milhões à entidade.
Fundação Horácio Roque declarada insolvente
Pedro Elias
Diogo Cavaleiro 15 de janeiro de 2018 às 14:35

A Fundação Horácio Roque, uma instituição particular de solidariedade social que funcionava na Madeira, está em insolvência. Depois de apresentar-se ao tribunal, a decisão judicial considerou que a insolvência era mesmo o caminho a seguir. 

 

"No Tribunal Judicial da Comarca da Madeira, Juízo de Comércio do Funchal - Juiz 2 de Funchal, no dia 12-01-2018, às 15:23 horas, foi proferida sentença de declaração de insolvência do(s) devedor(es): Fundação Horácio Roque - Instituição Particular de Solidariedade Social (Ipss)", assinala a decisão publicada no portal Citius esta segunda-feira, 15 de Janeiro.

 

A sentença teve lugar depois de a administração da fundação ter-se declarado insolvente ao tribunal, como relatou, na semana passada, o Diário de Notícias da Madeira. Os administradores são Humberto Paixão e Teresa Roque, filha do comendador que dá nome à IPSS, mas a decisão judicial determina a nomeação de um administrador judicial que, no caso, é Pedro Pidwell.

 

Segundo a publicação da região, a instituição prosseguia actividades na área educativa, social e cultural, tendo sido mecenas do Centro Social e Paroquial de Santa Cecília. O Diário de Notícias da Madeira menciona, também, que os únicos bens da IPSS eram acções do Banif, da "holding" Rentipar" e de fundos detidos pelo banco, todos eles com um valor nulo. A Rentipar Financeira, sociedade da família, detinha 10,78% da fundação em 2014, segundo publicação em Diário da República.

 

As dificuldades da fundação eram já conhecidas, tendo em conta toda a derrocada que causou a resolução aplicada ao Banif a 20 de Dezembro de 2015 – além de perderem a instituição bancária, os accionistas, como a Rentipar, ficaram com os bens congelados. Contudo, segundo o Diário de Notícias da Madeira, esta fundação está com actividade inexistente praticamente desde 2010, o ano da morte de Horácio Roque. É reduzida a informação pública sobre esta instituição, elencada como fundação.

 

Para 28 de Fevereiro deste ano está agendada a assembleia de credores para apreciar o relatório de insolvência.

 

Um dos credores conhecidos da fundação é a Caixa Geral de Depósitos. Também numa notícia do Diário de Notícias da Madeira, publicada em Novembro, ficou a saber-se que o banco público tinha colocado uma acção de execução de 10 milhões de euros. 




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mais votado Anónimo 15.01.2018

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 despedimentos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

comentários mais recentes
TinyTino 16.01.2018

A saída limpa do PaF

Anónimo 15.01.2018

É só mais um Pum! da elite-Pum! ( bem 10 milhões é apenas um Pumzinho!). A economia produtiva Pum!, os bancos Pum!, as grandes empresas Pum!, o Estado Pum! Trinta anos de arraial.Pum! Pum! Pum!

Z27 15.01.2018

Calma. Os 10 milhões da CGD "resolvem-se com tranquilidade" (como diria o Paulo Bento)... Aumentam-se as comissões aos clientes (só um "niquinho"), que eles nem dão por isso...

Ventura Santos 15.01.2018

Até para esta porcaria de chafarica, o Tomé e sus muchachos da Caixa arranjaram 10 milhões. E ninguém vai preso porque são todos da mesma loja. Viva o reviralho e a porcalhota !

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