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Fundo de Resolução agrava "buraco" para 7 mil milhões em 2019

A entidade liderada por Máximo dos Santos registou prejuízos de 119 milhões de euros no total de 2019.

Fundo de Resolução
Miguel Baltazar
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 22 de Junho de 2020 às 18:53
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O Fundo de Resolução registou prejuízos de 119 milhões de euros no total do ano passado, face aos prejuízos de 106 milhões registados no ano anterior. Já os recursos próprios ficaram ainda mais negativos, situando-se acima dos 7 mil milhões de euros, depois de a entidade ter avançado com mais uma injeção no Novo Banco.

"No que se refere à situação patrimonial do Fundo de Resolução, a 31 de dezembro de 2019 os recursos próprios do Fundo apresentavam um saldo negativo de 7.020,6 milhões de euros, o que representa um agravamento do saldo negativo em 906,6 milhões de euros face ao nível de recursos próprios observado no ano anterior", de acordo com o relatório e contas para 2019 do fundo, divulgado esta segunda-feira.

De acordo com o fundo, a contribuir para o agravamento do saldo negativo dos recursos próprios estiveram "as contribuições recebidas pelo Fundo de Resolução, provenientes, direta ou indiretamente, do setor bancário, cujo valor global ascendeu a 253,8 milhões de euros".

Em causa estão também "os efeitos financeiros ainda decorrentes da aplicação de medidas de resolução, cujo valor global líquido ascendeu a -1040,9 milhões de euros"
e "os encargos relacionados com o financiamento do Fundo de Resolução, cujo valor global ascendeu a 119,4 milhões de euros e se encontra refletido no resultado líquido do exercício", nota a entidade.

 

"Com efeito, à data de aprovação do presente relatório perspetiva-se que o Fundo de Resolução vá ser chamado a desembolsar cerca de 1.037 milhões de euros, nos termos do mecanismo de capitalização contingente, com referência às contas do Novo Banco relativas ao exercício de 2019", refere a entidade liderada por Máximo dos Santos.

Neste sentido, continua,
 o "resultado líquido do exercício reflete, no essencial, o reconhecimento dos juros relativos aos empréstimos obtidos para o financiamento da medida de resolução aplicada ao BES e das medidas de resolução aplicadas ao BANIF (116,6 milhões de euros, dos quais 102,6 milhões de euros pagos ou a pagar ao Estado) e o pagamento de comissões ao Estado, no montante total de 2,7 milhões de euros".

Assim, "do resultado líquido negativo de 119,4 milhões de euros, cerca de 105,3 milhões de euros correspondem a valores entregues ou a entregar ao Estado".

Até à data de aprovação do relatório e contas de 2019, o Fundo de Resolução procedeu a pagamentos de juros no montante total de 620,5 milhões de euros, dos quais cerca de 530,4 milhões de euros foram pagos ao Estado e 90,1 milhões de euros foram pagos aos bancos, remata. 


(Notícia atualizada com mais informação.)
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