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Fusão da Portugália com TAP “não faz sentido”

O líder da unidade financeira do Grupo Espírito Santo, proprietária da Portugália Airlines (PGA), não é apologista da fusão daquela transportadora com a estatal TAP – Air de Portugal.

Bárbara Leite 18 de Dezembro de 2003 às 08:49
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O líder da unidade financeira do Grupo Espírito Santo, proprietária da Portugália Airlines (PGA), não é apologista da fusão daquela transportadora com a estatal TAP – Air de Portugal.

"Não julgo que faça qualquer sentido, uma junção entre as duas (transportadoras)", disse ao Jornal de Negócios, Ricardo Salgado. O presidente do BES vê, no entanto, vantagens num aprofundamento de sinergias e optimização de recursos entre as duas empresas de transporte aéreo em Portugal. Para a TAP, Ricardo Salgado reserva um papel numa união de cariz internacional. A Portugália, para Salgado, por seu lado, deve manter-se como operadora regional.

Assim, "a ideia da existência de transportadoras de bandeira deve acabar", defende Ricardo Salgado. A TAP, se quiser crescer ou manter-se na nova realidade da aviação, deve "olhar" para uma concentração alargada a nível internacional, à semelhança do que está a acontecer no resto da Europa.

A Ibéria, a transportadora de "bandeira" espanhola, constitui uma aliança estratégica com a britânica British Airways com vista à partilha de voos para vários destinos e outras sinergias operacionais. Também a Air France, a segunda maior companhia aérea da Europa, fusionou-se com a KLM. E é num destes contextos que o membro da família Espírito Santo entende o futuro da TAP que, esteve à beira – tal como a PGA – de ter como parceira estratégica a, entretanto falida, Swissair.

Esta visão foi já partilhada recentemente por François Lamoureux, director-geral dos Transportes e da Energia da Comissão Europeia. O próprio executivo da TAP apoia-se nessa ideia, mas foi adiantando que a TAP deve tornar-se "mais forte e apetecível", antes de integrar uma aliança no sector dos transportes aéreos.

Ao contrário, o futuro da Portugália não deve passar por uma fusão com a TAP, conforme tem vindo a ser especulado no mercado, apesar de serem benéficas as sinergias resultantes da recente parceria anunciada entre as companhias. "A Portugália é uma companhia regional e deve continuar a sê-lo", reforçou Ricardo Salgado.

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