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Fusão de subsidiárias da Águas de Portugal deverá ficar concluída até Junho

Três dos quatro grandes subsistemas do grupo Águas de Portugal deverão estar criados até ao final deste semestre, de acordo com o relatório da 11ª avaliação a Portugal publicado pela Comissão Europeia.

Reuters
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 24 de Abril de 2014 às 15:16
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A reestruturação do grupo Águas de Portugal (AdP), que passa pela concentração dos actuais 19 sistemas de distribuição de água em apenas quatro subsidiárias, deve ficar concluída até ao final deste semestre, segundo o relatório da Comissão Europeia sobre a 11ª avaliação ao programa de assistência a Portugal.

 

“A AdP está a atravessar uma importante reestruturação, que inclui a fusão de 19 subsidiárias em quatro. Com a excepção do sistema da região Sul, a reestruturação dos outros três sistemas, com uma gestão comum, deverá ficar concluída até ao final de Junho de 2014”, refere o documento de Bruxelas.

 

A AdP chegou a ser incluída na lista de activos a privatizar, mas o Governo deu um passo atrás, avançando apenas com a privatização da EGF, a empresa de gestão de resíduos do grupo AdP, e assegurando que até ao final desta legislatura a AdP não seria privatizada.

 

A privatização da EGF irá, aliás, contribuir para a melhoria das contas da AdP, já que o encaixe da venda será integralmente canalizado para abater à dívida da AdP, segundo o Governo.

 

Embora a privatização da própria AdP tenha sido posta de parte, pelo menos no curto prazo, a Comissão Europeia lembra que a abertura das actividades da AdP à gestão privada e a capitais privados poderá ainda ser equacionada. O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, já havia admitido que esse debate poderá ser feito após a total reestruturação do sector da água, que inclui não só a reorganização do grupo AdP, mas também a adopção de novos regulamentos tarifários.  

 

“As mudanças regulatórias nestes sectores e a reestruturação em curso na área da água deverão aumentar a eficiência operacional e proporcionar uma racionalização dos investimentos nestes sectores de capital intensivo, assegurando a total recuperação de custos dos serviços prestados, a aplicação do princípio do poluidor-pagador e a gestão sustentável dos recursos naturais, em linha com as directivas da União Europeia”, lê-se no relatório agora publicado pela Comissão.

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