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Galaxy Note 7 sai caro à Samsung: pelo menos 4.800 milhões de euros

Os custos serão repercutidos no actual e no próximo trimestre. Um analista do Nomura antecipa que o efeito nas contas da tecnológica se prolongue durante o próximo ano, a penalizar os lucros operacionais.

11 - Samsung – É a primeira presença asiática na lista das mais valiosas. O fabricante de equipamentos electrónicos, mais conhecido pelos smartphones e telemóveis, rende 31,65 mil milhões de euros.
REUTERS
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 14 de Outubro de 2016 às 07:54
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Os problemas com um dos produtos estrela da Samsung, que obrigaram a interromper o fabrico do smartphone Galaxy Note 7, deverão passar uma factura pesada à tecnológica sul-coreana.

Até Março do próximo ano, a empresa espera ter de inscrever nas suas contas custos totais de 5.300 milhões de dólares (4.800 milhões de euros à conversão actual), depois de se ter visto forçada a cancelar a produção na sequência do sobreaquecimento e incêndio de alguns equipamentos, incluindo os de substituição.

Deste valor, 2,72 mil milhões incluem o impacto nos lucros operacionais do actual trimestre e nos primeiros três meses de 2017, a que acrescem mais de dois mil milhões a imputar ao trimestre anterior. 

À Bloomberg, o analista Chung Chang Won, do Nomura, estimou que a interrupção de produção penalizará os lucros operacionais da companhia em 4,53 mil milhões de euros durante 2017.

A empresa deverá tentar compensar o impacto negativo do caso com um aumento das vendas no negócio de semicondutores e a aposta em modelos como o Galaxy S7 e o Galaxy S7 Edge.

As acções da tecnológica provam esta sexta-feira a segunda sessão consecutiva de ganhos, a somar 1,73% para 1,584 milhões de won sul-coreanos.

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