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Galp vence leilão para bloco na bacia de Campos

A Galp conseguiu, através da sua subsidiária Petrogal Brasil, adjudicar um bloco offhore na bacia de Campos, em consórcio com a Shell e a Chevron.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 15:34
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A Galp Energia anunciou a aquisição, através da Petrogral Brasil, de um bloco exploratório na 15ª Ronda de Licitação de Blocos no Brasil, realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

Em comunicado à CMVM, a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva revela que adquiriu uma participação no bloco C-M-791 na bacia de Campos, "o qual tem potencial de play de pré-sal".

 

Este bloco C-M-791 é operado pela Shell (40%), sendo os restantes parceiros a Petrogal Brasil com 20% e a Chevron com 40%.

 

O valor licitado por este bloco foi de 551,1 milhões de reais (133,77 milhões de euros), o que significa que à Petrogral Brasil caberão 26,75 milhões de euros.

 

"O compromisso de trabalhos para o período de exploração de sete anos inclui a aquisição de sísmica 3D e a perfuração de um poço de exploração", acrescenta o documento.

 

A empresa sublinha ainda que "esta aquisição reflecte o interesse estratégico da Galp em expandir a sua presença nas áreas core, como o offshore brasileiro, através de parcerias sólidas".

 

A Galp era uma das 19 inscritas para, através da Petrogal Brasil, licitar esta sexta-feira novos blocos petrolíferos "offshore" [no mar] no Brasil.

 

Ao todo, foram oferecidos 70 blocos nas bacias sedimentares marítimas do Ceará, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Campos e Santos, e nas bacias terrestres do Parnaíba e do Paraná, totalizando 95,5 mil quilómetros quadrados de área. A oferta de áreas em mar e em terra ocorreu separadamente pela primeira vez.

Os nove blocos do sector SC-AP5 da Bacia de Campos hoje arrematados  foram vendidos por 7,5 mil milhões de reais (1,8 mil milhões de euros).

No ano passado, a petrolífera portuguesa reforçou a exposição nas águas profundas ("deep offshore") no Brasil e agora queria tentar novos blocos, o que aconseguiu.


A Galp conseguiu marcar presença, em 2017, na licitação de um bloco importante para a empresa, uma vez que reforçou a presença no local. Tratou-se da aquisição de uma participação, em parceria com a Statoil e ExxonMobil, na licença de Norte de Carcará na bacia de Santos, no âmbito da 2.ª ronda de partilha de produção. Esta área é adjacente à concessão BM-S-8, onde a Petrogal Brasil detém actualmente uma participação de 14%, e a qual inclui a descoberta de petróleo carcará, no pré-sal.


A empresa está presente no Brasil desde 1999, em parceria com a Petrobras, contando actualmente com 26 projectos dispersos por seis bacias nas fases de desenvolvimento e produção: Santos, Potiguar, Pernambuco, Sergipe Alagoas, Parnaíba e Barreirinhas. É na bacia de Santos que marca maior presença, com seis projectos em três blocos de águas ultraprofundas, o BM-S-11, o BM-S-8 e o BM-S-24. 

Nos próximos anos, o Brasil tornar-se-á um dos principais países no mapa das reservas petrolíferas, sendo pois de importância estratégica para Portugal, até porque mais de 90% da produção da Galp tem origem naquele país.

A  petrolífera espera já estar a produzir um total de 2.000 milhões de barris em 2023-2024, revelou no passado dia 20 de Fevereiro, aquando da apresentação do seu plano estratégico.


A Galp está também presente no "onshore" (blocos em terra) brasileiro, mas a grande aposta tem sido no mar. Este ano, aliás, está previsto aumentar de 7 para 9 o número de navios-plataforma no Brasil, para extracção de petróleo do fundo do mar nos blocos onde a empresa já opera.

O portefólio de exploração e produção da Galp inclui mais de 50 projectos dispersos por sete países, em diferentes fases de exploração, desenvolvimento e produção, sendo que o Brasil, Moçambique e Angola são os países onde a empresa tem centrado mais a sua actividade. 

Nesta 15.ª ronda, houve quatro empresas inscritas para licitarem áreas terrestres e 15 foram aceites para fazerem as suas ofertas em blocos marítimos ("offshore"). A brasileira Petrobras foi a única a estar na disputa em terra e no mar.

(notícia actualizada às 15:45)

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