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Galp concorre a energia eólica com Mota-Engil e Enersis

A Galp Energia, em consórcio com a Mota-Engil e a Enersis, vai apresentar uma proposta para o concurso para a produção de energia eólica. O projecto representa um investimento que deverá ultrapassar os mil milhões de euros e será liderado pela petrolífera

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 01 de Setembro de 2005 às 18:48
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A Galp Energia, em consórcio com a Mota-Engil e a Enersis, vai apresentar uma proposta para o concurso para a produção de energia eólica. O projecto representa um investimento que deverá ultrapassar os mil milhões de euros e será liderado pela petrolífera, apesar de a estrutura accionista do consórcio não ter sido divulgada.

«Os respectivos conselhos de administração aprovaram a formação de um consórcio nacional liderado pela Galp Energia e integrado por duas empresas portuguesas líderes nos respectivos sectores de actividade: o Grupo Mota-Engil, através da sua participada Martifer, e a Enersis. O projecto representa um investimento que deverá ultrapassar os mil milhões de euros», de acordo com um comunicado enviado pela construtora para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Enersis, empresa do Grupo Semapa, tem actualmente uma quota de mercado superior a 30% na produção de energia eólica em Portugal, segundo a mesma fonte.

«Este consórcio apresentar-se-á a concurso, ‘com propostas realmente competitivas, impulsionando um cluster nacional, gerador de desenvolvimento e evidenciando a iniciativa e capacidade competitiva das empresas portuguesas’», segundo uma afirmação de Marques Gonçalves, presidente da Comissão Executiva da Galp Energia, citada no comunicado.

A imprensa espanhola tinha noticiado que o consórcio da Galp seria formado pela Iberdrola e pela também espanhola Gamesa, o que não veio assim a confirmar-se.

Também a Energias de Portugal e outras eléctricas espanholas deverão participar neste concurso, que já sofreu vários adiamentos.

No total, serão atribuídos pelo Governo português 1.700 megawatts (MW), 1.500 dos quais em duas etapas e exclusivamente dedicados aos «clusters». Independentemente do número de propostas que surjam, serão atribuídas licenças para apenas dois «clusters» em tranches de 1.000 MW e 500 MW, respectivamente.

A terceira fase – a ser lançada até ao final do ano – será unicamente dedicada a pequenos produtores, num total de 200 MW distribuídos por cerca de 20 parques eólicos.

As acções da Mota-Engil [egl] encerraram a sessão a cair 0,97% para os 3,07 euros.

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