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Galp e Endesa negoceiam parceria na central de ciclo combinado a gás de Sines

A Endesa e a Galp estão a negociar uma parceria para o projecto da central de ciclo combinado a gás em Sines, disse à agência Lusa Nuno Ribeiro da Silva, que apontou uma decisão definitiva até Setembro.

Negócios com Lusa 18 de Junho de 2009 às 13:25
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A Endesa e a Galp estão a negociar uma parceria para o projecto da central de ciclo combinado a gás em Sines, disse à agência Lusa Nuno Ribeiro da Silva, que apontou uma decisão definitiva até Setembro.

Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, afirmou que as duas empresas estão a avaliar a possibilidade de uma parceria e que a decisão final deverá chegar "em breve".

"Temos vindo a falar com a Galp na possibilidade de desenvolvimento conjunto da central. Esse trabalho tem sido um trabalho intenso e bastante empenhado da parte da Galp e da parte da Endesa. Estamos numa fase de avaliação final da oportunidade de seguirmos por diante conjuntamente com este projecto", avançou Nuno Ribeiro da Silva.

"Já houve muito trabalho em torno deste tema. O sim ou não que as duas partes venham a dar - [quanto] a seguirem de mãos dados com este projecto - julgo que não irá para além do mês de Setembro", adiantou Nuno Ribeiro da Silva.

O presidente da Endesa Portugal afirmou que, para chegar a uma decisão, é ainda necessário "fazer as contas e ir aos detalhes" para encontrar uma solução final em que as duas empresas se venham "a sentir confortáveis".

O presidente executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, avançou no final de Maio aos jornalistas que a empresa se encontra em negociações com vários parceiros para escolher um que entre no projecto das centrais de ciclo combinado a gás que a petrolífera tinha pensado liderar sozinha.

Ferreira de Oliveira afirmou ainda ser "provável" que o escolhido saia do sector eléctrico, durante a apresentação da versão reformulada do plano de investimentos 2009-2013, onde está previsto que empresa corte 600 milhões de euros com a reformulação do projecto de centrais de ciclo combinado a gás.

"O nosso problema é escolhê-lo", disse Ferreira de Oliveira. "Já estamos em negociações com alguns parceiros para escolher o que agrega mais valor ao projecto", acrescentou.

"Se o parceiro for do sector eléctrico, como é provável que seja, vem agregar valor ao nosso projecto", frisou.

Questionado sobre se faria sentido escolher um parceiro espanhol, Ferreira de Oliveira declarou: "Não digo mais nada por agora. Nós entendemos que não podemos desvirtualizar o nosso projecto, que é poder oferecer aos nossos clientes do gás uma oferta eléctrica".

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