Empresas Galp não recua no investimento e garante que projectos em curso são para manter

Galp não recua no investimento e garante que projectos em curso são para manter

Com os preços do barril em queda, a petrolífera vai manter em curso os investimentos previstos. Sobre a política de dividendos que termina este ano, sublinha só que a sua remuneração é "das mais interessantes" no sector.
Galp não recua no investimento e garante que projectos em curso são para manter
Galp Energia
André Cabrita-Mendes 08 de fevereiro de 2016 às 17:53

Não vai haver marcha-atrás no investimento. A Galp garante que vai manter os seus investimentos, apesar da queda contínua dos preços do petróleo. "Na nossa indústria não se pode ter palpitações de curto prazo. Temos que sobreviver no curto e no médio prazo", começou por elaborar o presidente executivo da Galp Energia na apresentação de resultados anuais da petrolífera.

 

"Os projectos da Galp são dos mais rentáveis e competitivos dentro da curva da economia. Nessa medida, a decisão de prosseguir com esses projectos mantém-se", sublinhou Carlos Gomes da Silva esta segunda-feira, 8 de Fevereiro. "Não são circunstâncias geopolíticas importantes que nos fazem retirar dos projectos".

 

Segundo o plano estratégico da empresa lançado em 2013 e previsto até 2017, os investimentos anuais deverão ser de 1,4 mil milhões a 1,6 mil milhões de euros por ano, com o foco a ser a exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil, Angola e Moçambique.

 

"Nós não estamos na indústria para nos assustarmos, mas para tomarmos decisões. Isto obriga a uma maior eficiência e racionalização de custos", apontou Gomes da Silva, sublinhando que o pipeline de projectos da Galp está "dentro dos mais rentáveis" do sector.

 

Na apresentação, o líder da Galp também abordou a política de dividendos da petrolífera. Desde 2012 que está em curso a actual política de um crescimento médio do dividendo de 20% ano até 2016, inclusive. Carlos Gomes da Silva não abriu o jogo sobre se a política de dividendos será para manter, mas sublinhou que é uma das mais "interessantes" do sector a nível mundial.

 

Destacou, por isso, que a Galp conteve os dividendos "quando a economia andou a pagar dividendos de forma desproporcionada". Mais tarde, quando as empresas começaram a reduzir os dividendos, a petrolífera foi "tendo mais fôlego" e aumentou a remuneração para um valor de cerca de 50 cêntimos por acção.

 

"Para uma empresa com o perfil de risco da Galp, já há uma remuneração muito interessante", frisou Carlos Gomes da Silva, sublinhando que a empresa manteve os dividendos "sem ter de cortar Capexs".




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