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Gates e Ballmer: O fim de uma era ou o renascimento da Microsoft?

O afastamento de Steve Ballmer como CEO e de Bill Gates como chairman marca um ponto de viragem na gigante tecnológica norte-americana. A Microsoft está a mudar. Resta saber se será no sentido do crescimento.

Microsoft
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2014 às 16:56
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Esta terça-feira, a Microsoft deu a conhecer o novo presidente executivo, Satya Nadella, o gestor que irá substituir Steve Ballmer nos destinos executivos da empresa. Ao mesmo tempo, Bill Gates, que estava até agora como "chairman", participará apenas na área de produto, passando a função de presidente não executivo a John Thompson.

 

Os analistas parecem ter ficado satisfeitos com a mudança e consideram que Nadella tem o mesmo ADN de negócio que Bill Gates. Mas será ele capaz de levar a companhia ao crescimento de outros tempos, quando não havia a concorrência feroz da Google e da Apple?

 

O novo executivo da Microsoft não tem o perfil explosivo de Steve Ballmer. Em contrapartida,

Ele poderá fazer mudanças profundas, mantendo a cultura Microsoft.
 
James Staten
Vice-presidente da
Forrester Research

tem características técnicas que satisfazem os analistas, segundo os sites internacionais de tecnologia.

 

Alguns especialistas consideram que Nadella não só compreende a cultura da Microsoft como tem capacidade de desafiar a empresa para fora da sua área de conforto. "Ele poderá fazer mudanças profundas, mantendo a cultura Microsoft", comentou James Staten, vice-presidente da Forrester Research, citado pela "Wired".

 

Contudo, a Microsoft abdicou de escolher um gestor mais próximo da estratégia móvel, nomeadamente após a aquisição da Nokia, apesar de esta área ser um dos grandes desafios da companhia - onde enfrenta a concorrência feroz da Google e da Apple.

 

Quatro décadas, o negócio que a fez gigante e os desafios

 

Com quase quatro décadas de existência, a Microsoft continua a investir no negócio que a fez gigante: o "software". Exemplo é o lançamento das actualizações do seu sistema operativo Windows.

 

Contudo, a empresa tem muitos desafios pela frente, nomeadamente no desenvolvimento do negócio móvel e na expansão de novas áreas, como a computação em "nuvem" ou o investimento em "hardware", como o Surface ou a Xbox.

 

Staya Nadella era responsável pelo negócio de "cloud", o que poderá ajudar no crescimento desta área no futuro próximo, bem como no segmento empresarial.

 

Perfil conservador vs perfil inspirador

 

Os analistas são firmes em dizer que a escolha do gestor Staya Nadella para CEO da Microsoft é a opção por um executivo conservador e mais "low profile".

 

Segundo alguns especialistas, citados pela Bloomberg, Nadella não é uma figura inspiradora ou com uma visão abrangente como Ballmer ou Gates mostraram ser ao logo destes anos.

 

A Microsoft chegou a ponderar uma opção externa para o cargo de presidente executivo, de acordo com a agência de informação. Contudo, não encontrou ninguém que se encaixasse no perfil definido, retomando a decisão para dentro de casa. 

 
O novo conselho de administração

Sete dos 10 membros do novo conselho de administração da Microsoft são independentes, mantendo-se assim em conformidade com as directrizes de liderança e gestão da empresa, segundo as quais deve existir uma maioria de elementos independentes, refere a tecnológica em comunicado.

 

Com a integração de Nadella, o conselho de administração da Microsoft passa a ser constituído por Ballmer, Dina Dublon (antiga directora financeira - CFO - da JPMorgan Chase), Bill Gates, Maria M. Klawe (presidente da Harvey Mudd College), Stephen J. Luczo (presidente da Seagate Technology PLC), David F. Marquard (sócio da August Capital), Charles H. Noski (antigo vice-presidente do Bank of America), Helmut Panke (ex-presidente do conselho de administração da BMW Bayerische Motoren Werke), e John W. Thompson, (presidente da Virtual Instruments), para além do próprio Nadella. 

 

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