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Gazprom reduz fornecimentos à Europa por causa do frio na Rússia

A Gazprom, o gigante russo do gás, anunciou hoje uma redução do fornecimento de combustíveis à Europa na sequência da vaga de frio polar que atinge a Rússia e que fez aumentar o consumo interno. A ENI já sentiu a redução de fornecimento.

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 18 de Janeiro de 2006 às 13:31
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A Gazprom, o gigante russo do gás, anunciou hoje uma redução do fornecimento de combustíveis à Europa na sequência da vaga de frio polar que atinge a Rússia e que fez aumentar o consumo interno. A ENI já sentiu a redução de fornecimento.

Segundo a agência russa Interfax, a redução de fornecimento já se verificou na Hungria e deverá progressivamente estender-se a outros países europeus.

A ENI, maior empresa de gás italiana e accionista da Galp, também confirmou, num comunicado citado pela Bloomberg, já ter sentido redução nos fornecimentos nas 24 horas que terminaram esta madrugada. De acordo com a mesma fonte, as importações de gás proveniente da Rússia caíram 5,4% nesse período.

A empresa detalha que a Gazprom não entregou 4 milhões dos 74 milhões de metros cúbicos pedidos para hoje, o que corresponde a 1% da procura de gás em Itália.

Fontes da Gazprom sublinharam, à agência Interfax, que se trata de uma medida extraordinária de precaução por causa da vaga de frio que trouxe temperaturas de entre 30 e 50 graus negativos a uma boa parte do território da Rússia.

«A redução dos fornecimentos é acompanhada de uma notificação oficial aos clientes, que inclui a explicação da causa da mesma», disse à agência Interfax um porta-voz do consórcio russo, que não adiantou números sobre o volume de gás que a Europa deixará de receber, segundo a Lusa.

A mesma fonte acrescentou que estão a ser feitos todos os esforços para que estas restrições sejam as menores possíveis e que os fornecimentos de gás para os consumidores europeus voltem rapidamente aos seus níveis normais.

As exportações para a Hungria já diminuíram hoje 20%, disse Sandor Kantor, porta-voz da Mol, maior companhia de energia daquele país, citado pela Bloomberg. Por seu lado, a Eni, maior gasífera italiana, anunciou que já verificou um corte de 5,4% na oferta de gás russo. «Isto poderá durar semanas, tudo dependendo do tempo na Rússia», afirmou Kantor.

A Gazprom, que detém as sexta maiores reservas mundiais conhecidas de gás e que fornece 25% do gás que entra na Europa, já tinha reduzido o fornecimento para o Velho Continente no início deste mês, durante dois dias, devido a um conflito sobre preços com a sua vizinha Ucrânia.

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