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Gescartão lucra mais 27% (act.)

A ‘holding’ Gescartão registou resultados líquidos consolidados de 17,9 milhões de euros em 2003, mais 27% que no ano anterior. O EBITDA recuou 16%, para 46,1 milhões de euros e as vendas totais diminuíram 10%, para 172,4 milhões de euros, anunciou hoje a

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Março de 2004 às 10:32
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A ‘holding’ Gescartão registou resultados líquidos consolidados de 17,9 milhões de euros em 2003, mais 27% que no ano anterior. O EBITDA recuou 16%, para 46,1 milhões de euros e as vendas totais diminuíram 10%, para 172,4 milhões de euros, anunciou hoje a empresa de embalagens de cartão.

Os resultados líquidos da participada da Sonae ascenderam aos 17,9 milhões de euros, em 2003, contra os 14,1 milhões de euros do ano anterior, uma vez que, segundo a Gescartão, registou menos 6,4 milhões de euros nas rubricas de impostos do que no ano anterior, «em consequência da contabilização de incentivos para investimentos futuros (1,2 milhões de euros a título de reserva fiscal para investimento), e do registo de impostos diferidos (3,2 milhões de euros)».

As vendas da empresa de embalagens de cartão registaram uma redução de 10% para os 172,4 milhões de euros, face aos 192,3 milhões de euros do ano passado.

Segundo o comunicado, a conjuntura económica recessiva em Portugal e na Europa influenciou mais as receitas de vendas de produtos acabados da Portucel Viana, onde se registou uma diminuição de 14%, «resultado de reduções nos preços médios (de 6%) – e nos volumes de papel Kraft vendidos (menos 8%)».

O EBITDA, ou «cash flow» operacional, da Gescartão diminuiu 16% para os 46,1 milhões de euros, contra os 54,7 milhões de euros de 2002. Este resultado deveu-se essencialmente à Portucel Viana que registou uma diminuição de 18% «face a quebras nas receitas de vendas de produtos de 17,9 milhões de euros, para o que contribuiu a contenção dos custos operacionais (redução do «cash-cost» unitário da Portucel Viana em 1%)».

A empresa apresentou resultados extraordinários negativos em 4,3 milhões de euros «constituídos essencialmente por encargos com reduções de efectivos (2,9 milhões de euros) e por provisões para perdas em imobilizado na Portucel Recicla (1,2 milhões de euros)», explica o comunicado.

O investimento líquido foi de 10,3 milhões de euros, «essencialmente efectuado na Portucel Viana (7,1 milhões de euros)».

A Gescartão apresentou resultados correntes de 23,0 milhões de euros, 14% abaixo aos 26,7 milhões de euros registados no ano anterior. Este valor foi inferior à redução do EBITDA, «em consequência da diminuição dos valores das amortizações (redução de 3,1 milhões de euros) e da melhoria dos resultados financeiros (1,3 milhões de euros)».

O auto-financiamento atingiu os 40,2 milhões, num valor «idêntico» aos 40,0 milhões registados no ano anterior. O endividamento líquido foi reduzido em 15,5 milhões de euros ou 60,8%, situando-se no final de 2003 em 2,2 milhões de euros.

O capital nacional da Gescartão é detido em cerca de 70% pela Europac em conjunto com a Sonae, após o processo de privatização que aconteceu o ano passado.

As acções da companhia [GCT] subiu 2%, para 9,20 euros.

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