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Gestor desiste de entrar na administração da RTP por causa do salário

O gabinete de Miguel Relvas não quis explicar porque é que José Lopes Araújo não vai integrar a nova equipa de administração. O "Público" e o "Diário de Notícias" avançam um motivo: a redução salarial que iria sentir.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 11:01
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A razão para que José Lopes Araújo não faça parte da nova administração da RTP, como havia sido anunciado até ontem, está relacionada com a quebra salarial que o gestor sofreria, de acordo com as edições do “Público” e do “Diário de Notícias”.

O novo presidente do conselho de administração, Alberto da Ponte, teria a seu lado José Lopes Araújo, director jurídico do grupo, e Luiana Nunes, que transita da anterior administração, como confirmou ao Negócios, há duas semanas, o gabinete da Presidência do Conselho de Ministros.

Contudo, o nome de Lopes Araújo na administração da RTP não se concretizou. Naquela casa há 35 anos, Lopes Araújo terá decidido não avançar para aquele cargo por uma questão salarial. Como gestor jurídico, receberia cerca de oito mil euros, segundo o "Correio da Manhã". Só que, como administrador de uma empresa pública, o estatuto remuneratório dita um limite. Enquanto vogal da administração da rádio e televisão públicas, a remuneração de Lopes Araújo, determinada em função do salário do primeiro-ministro, seria de 5.480,19 euros.

O “Correio da Manhã” noticiou, no sábado, que José Lopes de Araújo pretendia manter o salário de origem. Terá pedido, para o efeito, um parecer jurídico à sociedade de advogados Sérvulo & Associados, que, segundo a Lusa, lhe dá razão. Um parece que terá sido pedido não em nome próprio mas a expensas da RTP.

“A questão do ordenado foi decisiva”, refere uma fonte citada pelo “Diário de Notícias”. O “Público” escreve, igualmente, que a desistência acontece “por causa do salário”.

Isto porque Alberto da Ponte e Luiana Nunes, os outros dois membros da administração, não iriam pedir qualquer excepção ao estatuto remuneratório (que permite que o salário tenha como base as remunerações em funções anteriores às que teria na administração RTP). Como presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, vai receber 6.850,24 euros por mês, o mesmo que Passos Coelho. Luiana Nunes irá receber um total de 6.165,22 euros por mês como vice-presidente. Nenhum deles, segundo o "Público", pediu essa excepção salarial, o que causou alguma "celeuma", como adianta o mesmo jornal.

Quando anunciado que Lopes Araújo não iria integrar a administração que sucede a equipa de Guilherme Costa (que também beneficiava de um regime de excepção que lhe permitia ter um salário superior ao do primeiro-ministro), o gabinete de Miguel Relvas, que tem a tutela sobre a comunicação social, não quis adiantar os motivos para a troca. O gestor será substituído pelo anterior presidente da Alcatel-Lucent, António Beato Teixeira.

(Notícia corrigida às 12h20: gralha no penúltimo parágrafo alterada)

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