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Gilberto Madail diz que venceu a "candidatura misteriosa" e não fala nas eleições na FPF

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) disse hoje que sai de Zurique com a "consciência tranquila", justificando a vitória da "candidatura misteriosa" da Rússia à organização do Mundial2018 com base "no trabalho e na capacidade para o fazer".

Lusa 02 de Dezembro de 2010 às 18:30
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"Sempre foi para mim [uma candidatura] misteriosa. Nunca se ouviu muito falar, nunca se viram grandes acções, tirando uma ou outra. Foi uma candidatura que soube trabalhar e teve capacidade para o fazer. Espero que tenha um bom campeonato e que Portugal se possa qualificar para essa fase final", disse Gilberto Madail, após conhecer a derrota da Candidatura Ibérica (Portugal/Espanha) à edição que vai suceder ao Brasil2014.


O fim da "corrida" à organização do Mundial2018 não foi suficiente para Madail revelar a decisão final sobre a recandidatura à presidência da FPF, com o actual presidente a reiterar que esta decisão "não tinha nada a ver" com a posição que irá assumir relativamente às eleições federativas de Janeiro.

O presidente da FPF disse também não querer fazer qualquer ligação entre o poder económico da Rússia e a decisão do órgão que gere o futebol mundial, preferindo destacar a vontade da FIFA em expandir o "desporto-rei" para "novas fronteiras": o Leste da Europa e o Médio Oriente.
"Provavelmente foi o poder e a vontade política do comité executivo da FIFA, que, tal como aconteceu no caso de Ucrânia e Polónia [na decisão da UEFA em atribuir o Euro2012], quis levar um Campeonato do Mundo mais para Leste e levar outro para o médio oriente", explicou.

Madail felicitou a Rússia e o Qatar "pelas vitórias obtidas" e referiu que, em Zurique, aconteceu aquilo que sucede todos os domingos nos campos de futebol: "O futebol é perder e ganhar. Há perder e há ganhar...".

O líder da FPF admitiu que não esperava a derrota da Candidatura Ibérica à segunda volta, confirmando a informação avançada momentos antes pelo director geral da Candidatura Ibérica, Miguel Ángel Lopez, de que a Inglaterra foi o primeiro projecto a sair de cena, antes de a Rússia conseguir a "maioria absoluta".

"Não esperava que a nossa candidatura, tal como as outras, perdesse à segunda volta. Não tenho informação do número de votos, mas saímos daqui, nós e a Real Federação Espanhola, de consciência tranquila, porque fizemos todos os possíveis, dentro dos limites desportivos e do fair-play", sustentou.

O facto de Portugal e Espanha estarem envolvidos por crises económicas também foi desvalorizado pelo presidente da FPF: "É uma pergunta que eu próprio me interroguei quando vi os resultados. Não sei qual a influência que [a crise nos dois países] poderá ter tido. Era só em 2018, foi o que pensei, e, se Deus quiser, o nosso país estará melhor em 2018".


Apesar da derrota, Gilberto Madail aproveitou para formular votos para que o projecto ibérico sirva para estreitar os laços entre os dois países: "Não conseguimos, paciência, vamos aproveitar este balanço para estreitar ainda mais os laços com a federação espanhola, particularmente através das Ligas, dos sindicatos, dos treinadores, dos clubes".


Madail sublinhou ainda que a surpreendente vitória do Qatar e da "misteriosa" candidatura russa deverão levar a que sejam revistas muitas coisas no futebol mundial: "É preciso rever muitas coisas no futebol mundial, não é por este resultado. Este resultado foi com muito mérito, tanto para a Rússia, como para o Qatar. Para eles foi também uma surpresa".


Além da Candidatura Ibérica e da Rússia, concorriam à organização do Mundial2018 propostas da Inglaterra e da Holanda/Bélgica. O Mundial de 2022 era disputado pelo Qatar, Estados Unidos, Austrália, Japão e Coreia do Sul.

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