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GM fecha fábrica da Azambuja a 31 de Outubro

A General Motors (GM) expressou, ontem, aos trabalhadores da Opel, na Azambuja, que mantém a intenção de deslocalizar a produção do Combo, para a fábrica de Saragoça (Espanha) a partir de 31 de Outubro, avança hoje o «Jornal de Notícias».

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 23 de Junho de 2006 às 08:59
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A General Motors (GM) expressou, ontem, aos trabalhadores da Opel, na Azambuja, que mantém a intenção de deslocalizar a produção do Combo, para a fábrica de Saragoça (Espanha) a partir de 31 de Outubro, avança hoje o «Jornal de Notícias».

Numa carta enviada aos representantes sindicais, aquela publicação diária teve acesso, o director-executivo da GM Europa, Gerald Johnson, admite ainda ser necessário avançar com as negociações sobre as futuras indemnizações e compensações.

No documento, Gerald John-son admite que a GM aceitou «o pedido do Governo para prorrogar a decisão final, por forma a que este tenha mais tempo para apresentar alguma solução para ultrapassar a desvantagem competitiva de 500 euros que representa produzir o Combo em Azambuja».

«Consideramos ser prudente iniciar conversações com os representantes dos trabalhadores sobre um programa de compensações justo e socialmente responsável para os empregados», admite, por outro lado, o responsável da empresa.

O director-executivo da GM alerta ainda para a importância de se encetarem os «trabalhos preparatórios sobre os requisitos técnicos relativos à mudança de produção», para existir uma resposta rápida na deslocalização caso as negociações com o Governo não surjam qualquer efeito. Ontem, no Parlamento, o ministro da Economia garantiu que o Governo não vai financiar a produção da Opel. Ou seja a solução para qual parecem apontar os dirigentes da GM não é bem vista pelo Governo.

Por último, Gerald Johson aconselha o fim dos protestos e paralisações na fábrica da Azambuja. «É importante que terminem quaisquer interrupções adicionais ao trabalho, na medida em que só pioram a situação», alerta.

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