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Goldman Sachs sob pressão também no Reino Unido e Alemanha

O Goldman Sachs enfrenta uma investigação do regulador britânico e será escrutinado pelo regulador alemão, depois de na sexta-feira o regulador norte-americano, Securities and Exchange Commission (SEC) ter acusado o banco de investimento de omitir informação relevante a clientes, acerca de um produto financeiro cuja venda intermediou.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 19 de Abril de 2010 às 08:57
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O Goldman Sachs enfrenta uma investigação do regulador britânico e será escrutinado pelo regulador alemão, depois de na sexta-feira o regulador norte-americano, Securities and Exchange Commission (SEC) ter acusado o banco de investimento de omitir informação relevante a clientes, acerca de um produto financeiro cuja venda intermediou.

O primeiro ministro britânico, Gordon Brown, pediu ao regulador britânico, Financial Services Authority (FSA), que também proceda a investigações à firma financeira norte-americana e disse que estava “chocado” com a “falência moral” indicada na acusação do regulador dos Estados Unidos ao banco de investimento.

O regulador financeiro da Alemanha, Bafin, pediu à SEC detalhes acerca do processo, segundo disse à imprensa um porta-voz do governo de Angela Merkel.

Acusações podem arrastar bolsas mundiais para correcção

O ampliar das acusações ao Goldman Sachs, a firma mais lucrativa da história de Wall Street, pode impelir uma queda de 10% nas acções mundiais, segundo dizem os analistas do AMP Capital Investors, uma unidade do maior fornecedor de fundos de pensões na Austrália.

O índice MSCI Ásia, bem como os índices dos Estados Unidos e da Ásia, poderão sofrer uma correcção de “vários meses”, depois de as suas avaliações terem disparado, segundo disse o gestor de fundos Nader Naeimi, da casa de investimentos australiana.

“Os inquérito poderão ter dado inicio a uma nova onda de ansiedade para os investidores”, disse o Naeimi numa entrevista citada pela Bloomberg. “Não só o mercado está preocupado relativamente a quem se pode seguir, como está antecipar regulação mais austera para o sector da banca. Dada a forma como as acções ficaram sobre-compradas, isto pode ser o suficiente para espoletar uma correcção acentuada nos mercados em geral, de que temos estado à espera”.

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