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Gonelha promete empregos e solidez para Montepio Geral

António Maldonado Gonelha, actual administrador do Montepio Geral e líder da Lista B para as eleições dos órgãos sociais da instituição reafirmou na sessão de apresentação da candidatura, os pontos fortes da sua candidatura, prometendo manter os empregos

Bárbara Leite 14 de Novembro de 2003 às 12:58
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António Maldonado Gonelha, actual administrador do Montepio Geral e líder da Lista B para as eleições dos órgãos sociais da instituição reafirmou na sessão de apresentação da candidatura, os pontos fortes da sua candidatura, prometendo manter os empregos dos actuais colaboradores e promover a solidez da entidade.

António Maldonado Gonelha, actual administrador do Montepio Geral e líder da Lista B para as eleições dos órgãos sociais da instituição reafirmou na sessão de apresentação da candidatura, os pontos fortes da sua candidatura: intensificar a captação de novos associados, preservar a solidez da instituição e apostar na inovação.

Pela primeira vez, duas listas disputam os órgãos de gestão e de fiscalização do Montepio Geral. A lista B, de Maldonado, integra nomes como Jorge Coelho, Campos e Cunha ou Silva Correia, ex-presidente da ParaRede. O ainda administrador da associação apresentou a sua proposta para as eleições que decorrem a 19 de Dezembro. A lista A é liderada por Silva Lopes.

O candidato Maldonado reiterou o objectivo anunciado de duplicar a base de associados dos actuais 250 mil para os 500 mil num prazo de cinco anos. Esta meta «é absolutamente realista», declarou a mesma fonte.

Para alcançar este objectivo, a associação precisa crescer 15% ao ano a sua base de clientes e tem aumentado, a uma taxa de 22%, destacou o candidato. A aposta numa campanha de divulgação das vantagens dos planos sociais da associação junto de escolas e universidades é uma das opções que Maldonado encontra para melhorar a estrutura de capitais da entidade.

«Temos que ter mais visibilidade. Difundir as alternativas pela qualidade», reforço Maldonado.

O mutualista, associado da entidade, poderá realizar planos de reforma, ter rendas vitalícias e rendimentos mensais para estudos ou para iniciar uma actividade profissional.

No sentido de preservar a solidez da associação, Maldonado destacou, o tema que mais diverge com a candidatura adversária liderada por Silva Lopes- investimentos fora de Portugal (em Moçambique e Guiné). «Não podemos dispersar em investimentos que não têm retorno», disse.

À margem da apresentação, Maldonado explicou, caso garanta a presidência do Montepio Geral, que «terá que redimensionar os investimentos em África e rever os projectos de expansão».O ex-ministro do Trabalho admite mesmo vender estes activos, caso venham a comprovar-se não rentáveis.

A inovação da entidade com a aposta da Caixa Económica, principal activo do Montepio Geral em novos instrumentos financeiros, além dos créditos à habitação e para construção.

Este candidato vê uma porta aberta no regime de capitalização das reformas com a alteração do sistema de Segurança Social. Cerca de 250 a 300 mil trabalhadores nacionais poderão optar, além dos descontos para pensões da Segurança Social, por sistemas de poupança privados ou planos mutualistas.

Maldonado especifica que o Montepio Geral pode tornar-se na maior instituição da economia social da União Europeia, caso consiga alcançar os 500 mil associados.

Uma das promessas de honra de Maldonado foi para com os colaboradores. “Queremos garantir empregos para todas as quase três mil famílias do grupo», avançou, admitindo que «temos carência de pessoas».

O discurso de Jorge Coelho, deputado do Partido Socialista e ex-ministro do Equipamento Social que integra esta lista B para a presidência da mesa da Assembleia Geral foi o mais aplaudido pela audiência na sessão de apresentação da candidatura.

Coelho afirmou que «este é um momento muito importante na vida do Montepio Geral porque o Estado de Previdência está pelas ruas da amargura. Com o «Estado de Previdência a andar para trás, o mutualismo pode andar para a frente, sendo um complemento da reforma», sublinhou na sessão.

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