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Google admite abandonar a China após ataque de "hackers"

A Google está a ponderar abandonar o mercado chinês, na sequência de ataques de "hackers" a contas de utilizadores de Gmail que são defensores dos direitos humanos na China, informou a empresa norte-americana em comunicado.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 08:31
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A Google está a ponderar abandonar o mercado chinês, na sequência de ataques de "hackers" a contas de utilizadores de Gmail que são defensores dos direitos humanos na China, informou a empresa norte-americana em comunicado.

"Decidimos que já não estamos disponíveis para continuar a censurar resultados no Google.cn e por isso nas próximas semanas iremos discutir com o governo chinês a base na qual poderemos operar um motor de busca sem filtros dentro da lei, isto se o fizermos. Reconhecemos que isto pode bem significar ter de fechar o Google.cn e eventualmente os nossos escritórios na China", refere um comunicado assinado por David Drummond, administrador jurídico da Google.

Com mais de 350 milhões de utilizadores de Internet e mais de mil milhões de dólares de receitas anuais provenientes dos motores de busca, a China é um mercado apetecível, onde a Google entrou em 2006. E pela dimensão tanto a Google como a Microsoft, a Baidu e a Sina concordaram com as restrições impostas pelas autoridades chinesas quanto à navegação na Internet e resultados das pesquisas.

Considerando que a decisão de reanalisar as operações na China foi "incrivelmente difícil", David Drummond, da Google, sublinha que a opção de ponderar o abandono foi tomada pelos executivos da empresa nos Estados Unidos da América, sem o conhecimento dos colaboradores que a Google tem na China.

Na base deste anúncio está a detecção, em meados de Dezembro, de um ataque "altamente sofisticado" que resultou no "roubo de propriedade intelectual da Google". A empresa norte-americana refere que pelo menos mais duas dezenas de grandes empresas dos sectores financeiro, tecnológico, químico e de media foram também visadas.
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